A fisioterapeuta, Ísis Mussio Antonietti, da Unidade de Saúde de Campo Erê, reorganizou os atendimentos para dar conta da crescente demanda no município. Atualmente, quando possível, os pacientes são divididos conforme o tipo de lesão, permitindo maior eficiência e agilidade no tratamento.
Estão em andamento dois grupos para lesões de ombro, um para quadril e joelho e outro voltado à saúde pélvica. Os demais casos continuam sendo acompanhados de forma individual.
Segundo a profissional, a unidade atende casos de fisioterapia global, abrangendo demandas ortopédicas, pós-operatórias, respiratórias e neurológicas, o público é bastante amplo, desde recém-nascidos até idosos.
Já nos atendimentos coletivos, a maior parte dos participantes é formada por adultos e pessoas da terceira idade.
A organização em grupos ocorre principalmente devido ao alto número de pacientes. Ao reunir pessoas com lesões semelhantes, é possível aplicar o mesmo plano terapêutico, mantendo a qualidade técnica do tratamento.
Ísis destaca que: “Tenho um grande objetivo de desenvolver consciência corporal com cada paciente, isso está muito relacionado a conhecer seu próprio corpo, sua lesão, o local exato onde ocorre a dor, os gatilhos que a desencadeiam, os momentos em que a dor alivia ou intensifica e técnicas de manejo”, explica.
Entre as principais expectativas dos pacientes está a redução ou eliminação da dor, além da recuperação dos movimentos e da força muscular. “De um modo geral, os resultados da fisioterapia são muito satisfatórios, porém, por vezes, não alcançamos o resultado esperado, e nesses casos, realizo o encaminhamento necessário”, afirma.
De acordo com Ísis, fatores como excesso de trabalho, uso prolongado de celular e computador e falta de atividade física contribuem para o crescimento das queixas. Para iniciar o tratamento na unidade, é necessário apresentar encaminhamento médico, casos urgentes, como pós-operatórios e crises respiratórias agudas, têm prioridade, enquanto situações crônicas seguem fila de espera.