As profissionais da saúde participaram de uma capacitação organizada pela Regional de Saúde de Santa Catarina. Segundo a enfermeira de vigilância e saúde, Samara Ronchi, o treinamento realizado de forma online, abordou dois novos imunobiológicos que passam a integrar a rotina das salas de vacina: a vacina contra a dengue e o Nirsevimabe, anticorpo indicado para proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR).
A vacina da dengue, produzida pela Takeda e conhecida como Qdenga, será incluída no calendário vacinal de rotina. Ela é obrigatória para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, com esquema de duas doses e intervalo de três meses entre elas. O município passa a receber o imunizante e a aplicação deve iniciar nos próximos dias, incluindo estratégia de vacinação nas escolas.
Além da Qdenga, há previsão futura de envio da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, que será destinada aos profissionais de saúde e terá esquema de dose única. Ambas são vacinas de vírus vivo atenuado e não podem ser aplicadas em pessoas acima de 60 anos. No caso da Takeda, não é indicada para menores de quatro anos, já a do Butantan não é recomendada para menores de 12 anos.
Outro ponto da capacitação foi o Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório, principal causador de bronquiolite em bebês e responsável por internações em UTI. O imunizante será destinado a recém-nascidos prematuros, com até seis meses de idade, que tenham nascido antes de 37 semanas. A aplicação será feita mediante solicitação ao Centro de Distribuição de Imunobiológicos Especiais.
Segundo a enfermeira: “Vamos fazer uma busca ativa das crianças recém-nascidas prematuras de setembro de 2025 a fevereiro, para que elas recebam esse anticorpo que protege contra o vírus sincicial respiratório”, explica.
Além disso, gestantes entre 28 e 36 semanas já recebem a vacina para proteção indireta dos bebês, reduzindo riscos após o nascimento. Caso o recém-nascido prematuro não tenha sido imunizado na maternidade, a família pode procurar a unidade de saúde para encaminhamento.
Durante a capacitação, também foi reforçada a importância da vacinação como medida coletiva de proteção. Samara destaca que a queda nas coberturas vacinais aumenta o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis: “Quanto mais pessoas vacinadas, menos espaço se deixa para que essas doenças preveníveis adentre a nossa população”, comenta.
A vacina contra a dengue passa a ser obrigatória conforme o calendário do Ministério da Saúde, respaldada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina a responsabilidade dos pais e do poder público em garantir a imunização.