Campo Erê lança programa de plantas medicinais e fitoterápicos

Projeto reúne municípios do Cresim e prevê cultivo de plantas medicinais até a produção de fitoterápicos para o SUS, com investimento de R$ 4,5 milhões viabilizado pelo deputado Padre Pedro

Por Ruthe Kezia

Campo Erê lança programa de plantas medicinais e fitoterápicos
O evento contou com a participação de centenas de pessoas de todo o Extremo-Oeste para conhecer os detalhes do projeto, que integra o cultivo de plantas medicinais. (Foto: Ana Antonelli)

Campo Erê sediou o evento de lançamento do programa de Arranjo Produtivo de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, uma iniciativa que reúne municípios da região por meio do Consórcio da Região do Rio Sargento de Integração Municipal (Cresim). O projeto é financiado com recursos provenientes de emendas parlamentares do deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT) e prevê desde o cultivo das plantas até a produção de medicamentos fitoterápicos destinados à população.

O evento realizado no Centro de Eventos Eugênio Bernard, contou com a participação de centenas de pessoas de todo o Extremo-Oeste para conhecer os detalhes do projeto, que integra o cultivo de plantas medicinais à elaboração de produtos fitoterápicos destinados à rede pública de saúde. Além da presença de inúmeras autoridades políticas da região e representantes da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério da Saúde e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, entre outros órgãos.

Além de Campo Erê, participam da iniciativa os municípios de Anchieta, Saltinho-SC, São Bernardino-SC e Santa Terezinha do Progresso-SC. Durante o ato, as autoridades destacaram a importância da decisão conjunta dos gestores em aderir ao projeto, considerado inovador e de grande alcance na área da saúde pública.

A prefeita de Campo Erê, Rozane Moreira, ressaltou o papel do consórcio e a relevância da iniciativa para a valorização da vida. Segundo ela, o projeto representa uma escolha política que prioriza investimentos em alternativas mais saudáveis: “Tem o objetivo de fortalecer e valorizar a vida através da utilização da medicação dos fitoterápicos, conscientizando gradativamente para a substituição da medicação química por medicamentos oriundos das plantas”, afirmou. Rozane destacou que o município se sente honrado por sediar o programa e servir de referência para outras cidades.

Autor da proposta e responsável pela destinação dos recursos, o deputado Padre Pedro enfatizou o caráter inédito do projeto, que abrange toda a cadeia produtiva: “Nós trabalhamos desde a produção da muda até o medicamento pronto para ser colocado à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou.

O deputado destacou que o projeto prevê a estruturação de um laboratório adequado às normas da Anvisa, além da capacitação de profissionais para prescrição dos fitoterápicos. Ele ainda fez referência ao resgate de práticas tradicionais: “Foram as nossas mães que através das plantas, faziam o primeiro atendimento às doenças. Esse projeto contempla essa história e essa memória”, pontuou.

Representando o município de Saltinho, o coordenador de gabinete Izair Magri destacou o impacto positivo esperado, especialmente para cidades de pequeno porte: “É uma ação importantíssima que vai impactar muito positivamente nos nossos municípios, contribuindo para a redução do uso de medicamentos tradicionais e incentivando alternativas mais naturais”, disse.

Já o prefeito de Anchieta, Moacir Piovezani, reforçou a importância histórica do uso das plantas medicinais e a expectativa com os resultados do programa: “Na minha visão as ervas medicinais, principal o chá, foram a parte principal da sobrevivência do ser humano, antes da medicina mais aperfeiçoada”, afirmou.

O programa contempla etapas que vão desde o plantio, colheita e seleção das plantas medicinais até a transformação farmacêutica em medicamentos fitoterápicos. A proposta é que os produtos finais sejam disponibilizados à população por meio do SUS, ampliando o acesso a tratamentos alternativos e promovendo qualidade de vida.

Conforme o deputado, o investimento total é de aproximadamente R$ 4,5 milhões, sendo que para a realização da primeira etapa, o consórcio já recebeu R$ 2 milhões. Para a segunda etapa, de instalação do projeto farmacêutico-industrial, já está destinada nova emenda para o próximo ano, de R$ 2,5 milhões, que está em processo de liberação.

Com o apoio de técnicos e especialistas, já estão sendo selecionadas as primeiras plantas medicinais que darão início ao cultivo, em um terreno cedido pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, por meio de comodato à Prefeitura de Campo Erê. A expectativa é que, até o final deste ano, os canteiros já estejam produzindo as ervas que, na segunda etapa, serão transformadas em medicamentos fitoterápicos.

Todo o ciclo de produção do Arranjo Produtivo de Plantas Medicinais e de Fitoterápicos estará completo e funcionando até o final de 2027. Isso significa as plantas medicinais já sendo colhidas e passando pelo processo de transformação em produtos farmacêuticos”, anuncia Padre Pedro. A previsão inicial é abastecer os postos de saúde nos cinco municípios da região do Consórcio Cresim que estão apoiando o projeto.

 

 

 

Encontrou algum erro? Clique aqui
Receba as notícias do Portal Sentinela do Oeste no seu telefone celular! Faça parte do nosso grupo de WhatsApp através do link: https://chat.whatsapp.com/EFKEYeuj7g4GAIoNEfPdgW?mode=r_c
Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/jornalsentineladooeste/


  • Ir para GoogleNews
Notícias Relacionadas »