O município de Palma Sola está realizando um recenseamento animal para levantar dados sobre cães e gatos existentes na cidade, tanto os que possuem tutores quanto os que vivem em situação de rua. O trabalho é coordenado pela médica veterinária Thainá Signori Ziani e tem como objetivo criar um banco de informações que sirva de base para futuras políticas públicas voltadas à causa animal e à saúde pública.
Segundo Thainá, a iniciativa surgiu da necessidade de obter números reais sobre a população animal no município. Para isso, o levantamento está sendo feito com apoio das agentes comunitárias de saúde, que aproveitam as visitas domiciliares já realizadas rotineiramente para aplicar um questionário às famílias.
“Essa parceria facilita muito o processo, porque as agentes já têm contato direto com os moradores e conseguem ampliar o alcance da coleta de dados”, explicou.
A ficha utilizada no recenseamento reúne informações como existência de animais de estimação no imóvel, espécie [cão ou gato], quantidade, sexo, castração, presença de microchip, além de dados complementares como nome, peso e idade. Os dados considerados prioritários são aqueles relacionados à espécie, quantidade, sexo e condição reprodutiva.
O foco principal do levantamento são cães e gatos, considerados os animais de companhia mais presentes nos lares e os mais envolvidos em demandas de controle populacional e saúde pública.
Conforme a médica veterinária, a participação da população é fundamental para que o município consiga um retrato fiel da realidade local. A partir das informações coletadas, será possível identificar áreas com maior necessidade de atendimento, mapear situações de vulnerabilidade, combater abandono e maus-tratos e planejar campanhas educativas.
O recenseamento está ligado ao programa estadual “Pet Levado a Sério”, vigente até 2026, que incentiva ações de controle populacional por meio de castrações e microchipagem. A expectativa é que, com os dados em mãos, Palma Sola possa direcionar melhor os investimentos e ampliar a efetividade das ações.
Dados da Pesquisa Nacional em Saúde, do IBGE, apontam que 55,3% dos domicílios catarinenses possuem pelo menos um cachorro e 13,8% têm gatos. Embora Palma Sola ainda não tenha números próprios, a estimativa é de que o município siga tendência semelhante.
Após a conclusão da coleta, as informações serão organizadas em planilhas e transformadas em banco de dados oficial, que servirá como referência para programas futuros.
Thainá destacou ainda que o cuidado com os animais reflete diretamente na qualidade de vida da população: “Cuidar dos animais, é cuidar da comunidade, prevenindo zoonoses, acidentes e situações indesejadas. O enfoque deve ser na saúde pública e, sobretudo, na Saúde Única, que reconhece a ligação entre a saúde humana, animal e ambiental”, finalizou.