Campo Erê sediou na última semana, um seminário voltado ao combate do Amaranthus Palmeri, popularmente conhecido como caruru gigante, planta considerada uma ameaça às lavouras por seu alto potencial invasor. O encontro reuniu representantes da pesquisa, universidades, indústrias, assistência técnica, produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária para discutir formas de identificação, controle e prevenção da disseminação da planta.
A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, destacou que o município foi escolhido para sediar o evento por ter registrado um foco da planta, que foi rapidamente monitorado pelas equipes responsáveis: “Estamos aqui em Campo Erê, no extremo oeste de Santa Catarina, em um seminário que trata do combate ao Amaranthus Palmeri. Reunimos universidade, indústrias, técnicos, produtores rurais, forças do governo e pesquisa para conhecer mais sobre essa planta, entender como controlar e orientar para que, em caso de suspeita, a Cidasc seja acionada”, afirmou.
Segundo ela, a atuação conjunta entre as instituições permitiu conter o foco identificado no município. Após o primeiro registro, foram realizadas ações de fiscalização e levantamento em propriedades próximas para evitar a expansão da planta.
O agrônomo da Cidasc, Diogo Antônio Deoti, explicou que o monitoramento de pragas e plantas invasoras já faz parte das atividades realizadas pelo órgão desde 2017. Durante uma dessas ações, o foco inicial do Amaranthus Palmeri foi encontrado em Campo Erê, dando início às medidas de controle: “Foi realizado aqui no município todo um levantamento nas propriedades ao redor, garantindo que essas áreas estivessem livres e permanecessem livres com as atividades realizadas”, explicou.
De acordo com o agrônomo, a planta pode causar prejuízos principalmente em culturas como soja e milho, pois compete diretamente por água, luz, nutrientes e espaço, podendo comprometer o desenvolvimento das lavouras.
O profissional alertou sobre as formas de disseminação da espécie, que possui sementes de fácil transporte, podendo ser levadas por máquinas agrícolas, resíduos de lavouras, fertilizantes e até alimentação animal: “A comunidade precisa conhecer essa planta, saber identificar e chamar a Cidasc e os outros órgãos. Esse não é um problema apenas de Santa Catarina ou de Campo Erê, é um desafio brasileiro e mundial”, destacou Deoti.
A Cidasc reforçou durante o seminário a importância da participação dos produtores rurais no monitoramento, já que a identificação rápida de novos focos aumenta as chances de controle e preserva a produtividade agrícola da região.