A tradicional Festa do Colono e Motorista, promovida pelo Conselho da Igreja Matriz de Palma Sola, reuniu a comunidade no último domingo e manteve o sucesso das edições anteriores. Mesmo sem o fechamento oficial das contas, a expectativa da organização é de alcançar um resultado financeiro semelhante ao registrado no ano passado, quando o lucro ficou em torno de R$ 111 mil.
Segundo o tesoureiro do Conselho da Matriz, Sandro Dalle Laste, os números finais ainda dependem da quitação de todas as despesas, mas a estimativa é positiva: "A expectativa é de ficar próximo ao resultado do ano passado ou até superá-lo", afirmou. Ele destacou que a venda de carnes ficou em nível semelhante ao da edição anterior, com aproximadamente 1.800 quilos comercializados, entre carne bovina e suína.
O membro do Conselho da Matriz, Rodrigo Callegari, popular Gaspa, explicou que a festa manteve o mesmo padrão de público registrado nos últimos anos. Cerca de 800 lugares foram preparados no pavilhão e aproximadamente duas toneladas de carne foram disponibilizadas para o almoço, embora parte do estoque tenha permanecido devido a pessoas que adquiriram os espetos, mas não fizeram a retirada.
Outro destaque foi a tradicional procissão e bênção dos veículos, que reuniu cerca de 700 veículos entre carros, motos, caminhões, tratores além de veículos elétricos e bicicletas. Neste ano, a organização alterou a programação: a procissão foi realizada antes da missa, permitindo que, ao término da celebração religiosa, os participantes seguissem diretamente para o almoço e, posteriormente, para o matinê, animado pelo Trio Maravilha. A mudança buscou dar mais fluidez à programação do evento.
Entre as atrações que movimentaram a festa esteve o tradicional leilão dos bolos temáticos de Grêmio e Internacional. O bolo do Internacional foi arrematado por R$ 2.050, enquanto o do Grêmio alcançou cerca de R$ 1.500, mantendo uma tradição que se repete anualmente durante o evento.
Gaspa destacou ainda que toda a renda obtida permanece no município e é destinada à manutenção da estrutura da Igreja Matriz e do pavilhão comunitário, sendo administrada pelo Conselho da Matriz.
A realização da festa mobilizou mais de 100 voluntários, distribuídos em equipes responsáveis pela preparação das carnes, saladas, bolos, pudins, rifas e demais atividades. Segundo Gaspa, o trabalho é organizado por grupos formados espontaneamente por moradores que, ano após ano, assumem diferentes funções para garantir o sucesso da programação. Além disso, empresas, zeladoras de capelinhas e famílias da comunidade colaboraram com doações e apoio na organização.
Para a organização, o resultado da festa reforça a força do voluntariado e o compromisso da comunidade em preservar uma das mais tradicionais celebrações de Palma Sola, mantendo viva a homenagem aos colonos e motoristas e contribuindo para a conservação do patrimônio da Igreja Matriz.