Palma Sola realizou na última quinta-feira, dia 1º, a Conferência Municipal de Educação, etapa que integra o processo de construção do novo Plano Municipal de Educação (PME). O encontro reuniu profissionais da educação, gestores, representantes das redes de ensino e comunidade para discutir os desafios e as necessidades do município para os próximos dez anos.
A secretária municipal de educação, Joice Maria Dalle Laste, destacou que a construção de uma educação de qualidade depende da participação de diferentes setores da sociedade. Segundo ela, a responsabilidade não está concentrada na escola ou no poder público: “A educação, ela acontece, não é a Secretaria de Educação, não é a Prefeitura e também não é só a escola que faz. É um conjunto, é uma parceria com as famílias, e a sociedade”, afirmou.
Para Joice, a participação das famílias é fundamental, especialmente no acompanhamento da rotina escolar dos estudantes. Ela reforçou que a educação vai além da escolarização e envolve a corresponsabilidade dos pais e da sociedade na formação das crianças e adolescentes.
O coordenador estadual do Plano Estadual de Educação pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alex Tardetti, explicou que o Plano Municipal de Educação é um dos principais instrumentos de planejamento da área e terá validade de dez anos: “O Plano Municipal de Educação, que tem validade de 10 anos, é o documento mais importante da educação, sem sombra de dúvidas”, destacou.
Segundo Alex, o objetivo é que o documento seja construído a partir de um diagnóstico real do município e tenha condições de ser executado. A discussão contempla desde a educação infantil até o ensino superior, incluindo temas como valorização dos professores, segurança nas escolas, educação especial e ensino em tempo integral.
A professora formadora do Núcleo de Formação e Acompanhamento Pedagógico para Professores e Gestores da Coordenadoria Regional de Educação de Palmitos-SC, Darlise Vaccarin Fadanni, representou a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina durante a conferência.
Ela explicou que o Plano Municipal precisa seguir uma estrutura articulada com os planos nacional e estadual. A partir dos 19 objetivos estabelecidos nacionalmente, são definidas metas e estratégias de acordo com as necessidades de cada município.
Darlize ressaltou ainda que a conferência dá legitimidade ao processo justamente por permitir a participação de diferentes segmentos. Professores, alunos, pais, gestores, secretarias de Educação, poder público, sindicatos e demais entidades podem contribuir para a definição das prioridades.
Após a aprovação do novo plano, o acompanhamento será realizado por meio de planos de ação e avaliações periódicas. A proposta é verificar se as metas estão sendo cumpridas e, quando necessário, revisar estratégias ao longo dos dez anos de vigência.
Para a professora, esse acompanhamento permite que a comunidade tenha condições de verificar, na prática, se as ações previstas estão sendo realizadas: “Nas estratégias estão as ações e ali eles percebem se o município, se o estado, se a rede particular, se a rede federal está ou não cumprindo com aquilo que se propôs cumprir em 10 anos”, explicou.
A conferência representa, portanto, uma etapa de construção coletiva do planejamento educacional de Palma Sola, buscando estabelecer metas compatíveis com a realidade local e orientar as ações da educação municipal na próxima década.