Alunos debatem valorização da vida

Grêmio Estudantil promove conversa sobre Setembro Amarelo na EEB Claudino Crestani reunindo alunos, Secretaria de Cultura e profissionais da saúde em um momento de diálogo sobre valorização da vida

Por Ana Antonelli

Alunos da EEB Claudino Crestani participaram de uma conversa sobre saúde mental e valorização da vida,
Alunos da EEB Claudino Crestani participaram de uma conversa sobre saúde mental e valorização da vida, promovida pelo Grêmio Estudantil. (Foto: Hanny Rey)

O Grêmio Estudantil da EEB Claudino Crestani, de Palma Sola, promoveu na última sexta-feira, dia 02, uma conversa com os alunos sobre o Setembro Amarelo, campanha voltada à prevenção do suicídio e à valorização da vida. A iniciativa partiu dos próprios estudantes e contou com a participação da secretária de Cultura, Maristela Girardi (Téya), e da psicóloga da UBS, Dhessikellen Alves Brito.

Segundo a diretora da escola Leomara Pedo, durante o mês de setembro foram realizadas atividades em sala de aula relacionadas à prevenção, ao autocuidado e à valorização da vida em diferentes componentes curriculares. O encontro promovido pelo Grêmio foi pensado como uma forma de reunir essas ações em um momento de conversa com os estudantes.

A diretora destacou o protagonismo dos alunos na organização: “O fato de você ter alguém perto, alguém dizer ‘estou aqui, eu também te acompanho’, eu tenho essa visão, é muito importante”, afirmou.

A programação contou com apresentação cultural feita por um dos grupos de alunos que representou a escola no Dança Catarina, roda de conversa com profissionais da cultura e saúde e espaço de convivência com recreio estendido. A dança e a roda de conversa abordaram questões relacionadas ao sofrimento, a expressão, ao cuidado e a busca de ajuda.

 

Iniciativa partiu dos estudantes

As integrantes do Grêmio Estudantil, Isabella Holz Gomes, diretora de Saúde e Meio Ambiente, e Vitória Meireles, segunda tesoureira, explicaram que a ação estava entre as propostas apresentadas quando o grupo se candidatou ao Grêmio.

A ideia surgiu da percepção de que temas relacionados à saúde mental precisam ser mais discutidos entre os jovens. Para as estudantes, a presença de profissionais especializados contribui para que os alunos tenham acesso a informações e saibam onde buscar ajuda: “Às vezes, está sentindo alguma coisa e não sabemos o que é. Então é bom alguém que tem conhecimento sobre o assunto vir e falar sobre isso”, comentou Isabela.

A organização contou com o apoio da escola e envolveu a arrecadação de recursos por meio da venda de crepes. O dinheiro é destinado ao fundo do Grêmio e utilizado em outras atividades promovidas pelos estudantes.

Para as integrantes, o formato escolhido contribuiu para a participação dos alunos. Em vez de uma palestra tradicional, a atividade foi conduzida como uma conversa, com espaço para relatos, dúvidas e manifestações dos estudantes.

 

Saúde mental precisa de diálogo

Dhessikellen destacou que o objetivo do encontro foi tratar a valorização da vida de maneira próxima à realidade dos adolescentes, abordando situações do cotidiano, angústias e dúvidas: “Não é uma palestra, é uma conversa com eles, tentando chegar o mais próximo do dia a dia deles”, explicou.

A psicóloga ressaltou que o município possui atendimento para pessoas que precisam de acompanhamento psicológico e que buscar ajuda não deve ser motivo de vergonha. Segundo ela, existem situações de risco envolvendo adolescentes e o trabalho começa com acolhimento, avaliação e orientação: “Quando você já tem uma pequena orientação, a gente sabe onde caminhar para poder buscar ajuda. Então, essa orientação é extremamente primordial na vida das pessoas”, afirmou.

Téya reforçou a importância da atuação conjunta entre escola, família, Cultura, Educação e Saúde. Para ela, essa rede permite identificar situações de sofrimento e oferecer caminhos para que os jovens encontrem apoio: “Encontre alguém com segurança, alguém que você consiga ter esse momento de se desarmar, que você tenha liberdade, de poder se expressar e fale. Mas além disso, seja um bom ouvinte também”, orientou.

A secretária de cultura destacou que nem sempre é necessário ter uma resposta para ajudar alguém que está sofrendo. Saber ouvir, acolher e encaminhar para um profissional podem ser atitudes importantes.

As estudantes do Grêmio reforçaram a orientação para que adolescentes que estejam passando por dificuldades procurem alguém de confiança, como familiares, professores ou profissionais da saúde. A proposta do encontro, segundo elas, foi justamente ampliar o diálogo e mostrar que pedir ajuda é uma forma de cuidado.

Se você ou alguém próximo estiver em risco imediato, procure um serviço de emergência ou um profissional de saúde. No Brasil, o CVV atende pelo telefone 188, gratuitamente e 24 horas por dia.

 

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