29/03/2016 às 11h09min - Atualizada em 29/03/2016 às 11h09min

Primeiro caso de chikungunya é confirmado em Palma Sola

Doença foi adquirida no próprio município e preocupa toda a população

Imagem Ilustrativa

Primeiro caso de chikungunya foi confirmado no município de Palma Sola. Segundo informações das enfermeiras Edite Cirino e Juce Berti um jovem procurou atendimento médico na quinta-feira, dia 24, pois sentia muitas dores no corpo, nas articulações e febre. O médico então suspeitou que pudesse ser dengue e solicitou os exames.

Após a realização dos exames o laudo descartou a suspeita de dengue, mas confirmou a chikungunya. Segundo as enfermeiras o paciente reagiu bem ao tratamento. “Após a confirmação da doença entramos em contato com o paciente para começar o tratamento. Ele reagiu bem, aparentemente não teve nenhuma sequela”, disseram.

Esse caso de chikungunya foi considerado como autóctone, pois a doença foi contraída no próprio município. O jovem informou que não havia viajado para outros locais. O indivíduo que contraiu a doença reside na cidade de Palma Sola, mas trabalha no interior.

As enfermeiras explicam ainda que este é o primeiro caso de doença pelo Aedes Aegypti no município. “Tivemos nesse paciente o nosso primeiro caso de doença pelo Aedes em Palma Sola. Outros moradores não contraíram a doença, mas o mosquito que picou o jovem está com a doença e vive por um período de 30 dias. Então nesse período ele pode ter picado outras pessoas”, alertam as profissionais.

Este é um problema de saúde pública, pois a cidade de Palma Sola já é considerada infestada pelo mosquito. “Nós já estávamos em alerta sobre a situação, pois sabíamos que o mosquito na fase adulta está na cidade. Fizemos vários trabalhos para ajudar os moradores, mas precisamos de todos, pois este problema envolve a saúde de toda a população. Precisamos trabalhar juntos para combatê-lo”, afirmam as enfermeiras Edite Cirino e Juce Berti.

Agora com a chegada do inverno o mosquito adulto fica amenizado, mas as larvas sobrevivem ao frio. Ou seja, no próximo verão a cidade poderá estar mais infestada ainda. Para saber se o mosquito está infectado, basta levá-lo até o posto de saúde, onde será encaminhado para São Miguel. Após alguns dias o resultado mostrará a contaminação ou não das doenças.

 

Chikungunya em Santa Catarina

Conforme dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado – Dive - no período de 1º de janeiro a 19 de março de 2016, foram notificados 244 casos suspeitos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 12 foram confirmados, 60 foram descartados e 171 permanecem em investigação. Até o dia 19 todos os casos confirmados são importados, ou seja adquiridos foram do Estado.

Em 2015 foram notificados 134 casos suspeitos de chikungunya, dos quais 8 foram confirmados, 98 foram descartados e 28 permanecem inconclusivos. Do total de oito casos confirmados, um foi autóctone do município de Itajaí e outros sete foram importados de outros Estados. Esses casos foram identificados em Blumenau, Cunha Porã, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e São José.

 

Sintomas da doença

Dengue - O primeiro sintoma da dengue é a febre alta, entre 39° e 40°C. Tem início repentino e geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira no corpo. Pode haver perda de peso, náuseas e vômitos.

 

Chikungunya - Apresenta sintomas como febre alta, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça e exantema (erupção na pele). Os sinais costumam durar de 3 a 10 dias.

 

Zika - Tem como principal sintoma o exantema (erupção na pele) com coceira, febre baixa (ou ausência de febre), olhos vermelhos sem secreção ou coceira, dor nas articulações, dor nos músculos e dor de cabeça. Normalmente os sintomas desaparecem após 3 a 7 dias.

 

Prevenção

A melhor forma de prevenir estas doenças é a eliminação do vetor. Como não existem vacinas ou medicamentos que impeçam a contaminação, é necessário diminuir a quantidade de mosquitos que circulam nos ambientes. Para isso, é fundamental eliminar os criadouros do Aedes Aegypti, que coloca seus ovos em recipientes com água parada. O cuidado para evitar a sua proliferação deve ser feito por todos. Eliminar garrafas, sacos plásticos e pneus velhos que ficam expostos à chuva, além de tampar recipientes que acumulam água como caixas d´agua e piscina, são fundamentais para este controle. Fonte/Dive. 


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