29/11/2018 às 15h24min - Atualizada em 29/11/2018 às 15h24min

Palmassolense é convocada para seletiva na Seleção Brasileira de Handebol

Aos oito anos, quando começou a jogar handebol na escolinha, em Palma Sola, Andrielly Sebré KelIis não sonhava que chegaria tão longe neste esporte. Hoje, aos 16, após anos de dedicação, treino e muito amor em quadra, Andry, como é mais conhecida, foi convocada para a seletiva final que irá selecionar as 16 integrantes da seleção brasileira de handebol cadete.
A convocação aconteceu após a participação da atleta em mais uma seletiva do Acampamento Nacional de Desenvolvimento da categoria Cadete Feminino, que aconteceu entre 7 e 16 de novembro, em São Paulo. Este foi o segundo acampamento nacional em que Andry participa, o primeiro foi em 2017. “Ano passado eu era mais nova, não tinha tanta bagagem. Mas agora eu aproveitei muito mais”, declara.
Nas suas duas participações no acampamento nacional, Andry foi chamada por ter sido vista jogando em competições. “Isso é algo curioso, sinal de que eles queriam ela lá. No ano passado tivemos o acampamento regional em Palma Sola, porém ela tinha outros compromissos e não participou, mas como havia sido vista jogando o brasileiro de 2016 foi convocada mesmo assim. Neste ano novamente ela não pode estar presente no regional, mas ao participar de outras competições aqui no Estado, ela foi convocada”, explica a técnica do handebol de Palma Sola, Rosane Dalle Laste.
Além da Andry, mais duas palmassolenses participaram do Acampamento Nacional Cadete, a Larissa e a Eduarda. Andry foi convocada para a última peneira, onde das 21 atletas restarão 16. A atleta de Palma Sola foi a única de Santa Catarina convocada para a seletiva final da categoria Cadete. Ela destaca que neste ano estava mais preparada, focada e treinada para participar do Acampamento. “Eu já conhecia como funcionava e já tenho mais maturidade para estar concentrada. Foi uma oportunidade bem aproveitada”, afirma.
Rosane destaca que agora é o momento de manter a preparação, focando nos treinos, na alimentação e na preparação física. “Ela sabe que vai ter que chegar ainda melhor do que da primeira vez, vai ter que treinar muito, se cuidar e se doar. A vida do atleta tem muita abstinência, por que se você quer rendimento, vai precisar deixar de fazer algumas coisas para focar no esporte. É muita doação”, destaca a técnica.
A próxima fase acontece de 10 a 19 de dezembro, logo após a atleta participar com a equipe de Palma Sola da competição Olesc. Andry vai chegar da competição em um dia e no outro embarca para São Paulo. “Eu tenho o pé no chão, mas pra mim o handebol vai além da técnica, representa muito mais. Eu tenho uma boa base, já estou entre as 21 melhores do Brasil, mas não me contento com isso, sei que tem muito mais pra conquistar e vou atrás”, afirma.
Colhendo os frutos
A técnica Rosane destaca que isso é resultado de uma dedicação de anos: conseguir que atletas de Palma Sola, treinadas em Palma Sola consigam chegar até a Seleção Brasileira. “No fundo eu esperava, porque conhecemos nossas atletas desde a base, de pequenininhas. É uma dedicação de um conjunto, de um município que trabalha pelo handebol e isso é muito importante. Conhecemos todas elas e sabemos do potencial de cada uma. E embora a gente soubesse do nosso potencial, surpreende conseguirmos chegar tão longe mesmo sem ter estrutura de alto rendimento para os treinamentos”, afirma.
Rosane destaca que neste ano a equipe jogou pouco, o que acaba prejudicando o desempenho das atletas, e mesmo assim o resultado de tanto esforço está chegando. “Neste ano conseguimos participar dos jogos escolares e da Federação. Fizemos das tripas o coração contando com nossos patrocinadores, por que foi graças a eles que estivemos lá, alcançando aquilo que a gente sonhava. O handebol de Palma Sola faz muito, com pouca verba”, destaca.
A técnica ressalta a importância de termos uma palmassolense convocada para a seletiva da seleção. “A Andry hoje representa todos os nossos sonhos, desde as crianças da escolinha até quem já tem 30 anos e já jogou handebol em Palma Sola. Quem passou pelo handebol construiu esse sonho junto com a gente, porque precisamos começar de algum lugar. Pra nós hoje o esporte dá o formato dos nossos sonhos, por que a gente é o que a gente sonha, e isso deve ser cada vez maior”, finaliza.
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