04/06/2020 às 08h18min - Atualizada em 04/06/2020 às 08h18min

Malharia suspende atividades por 60 dias

Mais uma facção de Flor da Serra do Sul precisou suspender suas atividades em decorrência da crise ocasionada pelo Covid-19

Entre as milhares de empresas que mudaram o fluxo de serviço para não recorrer ao fechamento, duas estão em Flor da Serra do Sul. Na última edição relatamos a realidade da malharia Focus Confecções, que recorreu a suspensão contratual de todos os funcionários – que consiste na interrupção da prestação de serviço, bem como da contraprestação, ou seja, ocorre a paralisação da obrigação principal do trabalhador (prestar o serviço) e também a do empregador (pagar o salário). Neste período o governo garantirá o pagamento de um salário mínimo por funcionário.

A empresa do sulflorense Cleomar Valkoviski, suspendeu as atividades por 30 dias, podendo prorrogar por mais 30. Para a segunda facção do município, a realidade é outra, pois o acordo feito com o governo do Paraná já foi prolongado para 60 dias. “Eu dependo totalmente de São Paulo, sempre trabalhei para eles e eles fecharam logo em março, nisto nos mandaram apenas o que eles tinham cortado. Eu não tinha outra escolha, nisto afastei os meus funcionários por 30 dias, que venceu no dia 16 de maio. Precisei renovar o acordo por mais 30 dias, pois não tenho demanda. Esse é o máximo que o governo ajuda. Quando vencer mais esses dias, se as fábricas de São Paulo não retornarem, não sei o que fazer”, conta a proprietária Cleonice Favaretto.

Segunda ela, antes da crise ocasionada pela pandemia, havia 24 funcionários e agora, há apenas 19. “Quando retornarmos não posso demitir nenhum desses, pelo mesmo período que eles ficaram afastados. A ideia é não demitir mais ninguém, eu nem queria ter feito isso antes. Quero levantar o serviço e fazer com que volte tudo ao normal, porque uma empresa de facção depois de entrar nesse ramo, pra sair não é fácil. São muitas despesas, muitos encargos que precisam ser pagos. Está totalmente fora dos meus pensamentos eliminar a minha empresa. Há oito anos trabalho com indústria têxtil e estamos tentando de todas as maneiras nos levantar”, continua a empresária respondendo a boatos que a empresa vai fechar as portas definitivamente.

Cleonice está recorrendo a outros meios e buscando novas parcerias. Conforme ela, uma empresa de Guaraciaba a procurou para fazer macacões hospitalares. “A indústria têxtil foi uma das mais prejudicadas, principalmente porque precisamos de outras cidades, eu por exemplo, preciso de São Paulo. Vou trabalhar de outras maneiras e torcer que tudo dê certo”, finaliza.
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