05/06/2020 às 08h08min - Atualizada em 05/06/2020 às 08h08min

Frio interfere na produção de morango

A guarujaense Monica Taube conta que a pandemia interferiu na comercialização da sua produção, e agora com o inverno, a produção diminuiu, prejudicando ainda mais as entregas

É pouco exigente quanto ao clima, embora prefira climas temperados. A temperatura afeta o desenvolvimento vegetativo, a produção e qualidade do morango, sendo o principal fator limitante da cultura. Inclusive a planta exige termoperiodicidade diária, com temperaturas diurnas amenas e noturnas mais baixas. A produção de morango é uma das culturas mais prejudicadas com a pouca incidência de calor. Mesmo no período de entressafra, a maioria dos produtores começam a colher as primeiras frutas.
Este ano começou muito bem para a engenheira agrônoma e vereadora de Guarujá do Sul, Mônica Regina Taube, que estava com a sua produção a todo o vapor, mas com o início do isolamento social, em decorrência da pandemia causada pelo Covid-19, dificuldades foram registradas, principalmente na comercialização. “A comercialização do meu morango é 50% mercado, 25% padarias e lanchonetes, e o resto entregas domiciliares. Mas como as escolas e os comércios fecharam, e também pouquíssimas entregas foram feitas aos mercados, a comercialização diminuiu bastante. Hoje as redes sociais me ajudam muito, pois por ali eu consegui fazer as vendas e não perdi nenhum morango”, conta a agrônoma.
A família trabalhou por anos com o plantio de verduras e há mais de seis anos a filha Mônica resolveu investir em um novo negócio, a produção de morangos. A propriedade da família fica localizada na linha Pessegueiro, e é de lá que eles tiram a sua principal forma de sustento. “Assim que meu avó faleceu, tivemos que escolher qual produção seguir, e como o morango estava nos trazendo mais retorno, optamos por esse ramo. A família de geração em geração sempre trabalhou com verduras e eu já almejava o morango há muito tempo”, destaca complementando que na época de seu avó era realizada uma feira livre, onde poucas mudas de morangos eram plantados no chão.
 
Produção
A reportagem do jornal Sentinela entrevistou a produtora em 2014, naquela época, a produção era trabalhada com apenas duas estufas, atualmente, já são quatro. “Aumentei para quatro barracões, o que era um projeto que eu já tinha há tempos, além isso, mudei as variedades das mudas e os espaçamentos. Hoje tenho plantado 12 mil pés, mas já cheguei a ter 24 mil nas quatro estufas. Reduzi por questões de sanidade e qualidade de frutos; desse jeito ele cresce diferenciado e alcança um tamanho maior e transmite menos doença”, explica ressaltando que duas meninas há ajudam com os serviços.
Além do aumento da produção também aumentou a procura pelos morangos da propriedade da linha Pessegueiro. Hoje, os morangos são vendidos em mercados de Guarujá do Sul, São José do Cedro e Guaraciaba. “A mão de obra é toda familiar e trabalhamos de domingo a domingo; é como trabalhar com produção de leite”, relata a produtora explicando que os morangos recebem adubação, poda e água diariamente. “Há muitos serviço, mas como não precisa se abaixar se torna menos cansativo. Neste momento a produção diminuiu, chega a faltar morangos. Mas em todo o inverno eles demoram muito tempo para amadurecer”, finaliza Monica.
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