01/07/2020 às 14h42min - Atualizada em 01/07/2020 às 14h42min

Estragos ocasionados por um 'ciclone bomba' em Palma Sola

A chuva e o vento forte que atingiu o município de Palma Sola nesta terça-feira, 30, causou queda na energia [até próximo às 14h] e de muitas árvores. O departamento de Meio Ambiente do município esteve trabalhando ontem e hoje, na retirada de árvores e recuperação de danos causados em residências.
Em entrevista ao Sentinela, o diretor de Defesa Civil, Douglas Ribeiro, relatou que nove residências acionaram o atendimento. “Distribuímos lonas no decorrer do temporal e também telhas para residências do Bairro Palmares e outras centrais. Foram poucos os estragos. Não tivemos nenhuma casa descoberta totalmente e muitos munícipes acabaram resolvendo sozinhos o problema, porque eram pequenos reparos”, enfatiza complementando que muitas árvores caíram, tanto dentro do parque Augusta Crestani, quanto em algumas ruas da cidade. 

Retirada de árvores
“Já vínhamos monitorando em outras ocasiões e planejando a poda de algumas árvores pelas ruas públicas, mas optamos pela retirada, principalmente da espécie canafistula, que balançaram bastante durante o evento climático de ontem e deixaram muitos munícipes apreensivos. Já estamos fazendo a retirada dessas árvores e iremos fazer o plantio de novas espécies de menor porte, com enraizamento mais profundo”, destaca Douglas ressaltando que o parque Augusta Crestani esteve fechado na manhã de hoje para limpeza de galhos.
“Tivemos também quedas de árvores obstruindo vias na zona rural do município, onde fomos com o maquinário fazer a retirada. Entre os lugares, a estrada que liga Palma Sola a Linha Progresso do Oeste. Os bombeiros também fizeram alguns atendimentos na SC 161. A recuperação foi rápida”, conta Douglas.
 
Única dificuldade
“A dificuldade foi na reposição de telhas de 4 mm, pois não tinha disponível no município. As residências que eram cobertas por esse material precisou esperar um pouco, porque demorou para repormos”, esclarece o diretor destacando que o momento foi preocupante e que Palma Sola presenciou um ciclone bomba. “Não é um evento raro porque está dentro das intempéries climáticas na região Sul, mas esse foi de grande intensidade, com ventos fortes, acima dos 100 km/h”, explica. 
O Departamento ainda está trabalhando na manutenção de algumas vias, principalmente na retirada de grandes árvores dos canteiros, pela segurança da população. “Totalizamos 21 espécies em que faremos primeiro a poda e depois a retirada – são árvores boas, mas pelo enraizamento não ser profundo, acabam sendo as primeiras a cair. A rede elétrica no nosso município não possui um padrão, e acaba tendo afiação no meio dessas árvores, o que acarreta um grande risco. O ideal é fazer a retirada. No tempo bom é tranquilo, pela sombra, mas neste momento, em que estamos vivenciamos ventos fortes, precisamos tomar essas medidas de proteção e substituir por outras espécies com crescimento rápido”, finaliza.
 
'Ciclone bomba'
Chuvas torrenciais, queda drástica nas temperaturas, ventos de mais de 100 km/h e até neve. Um ciclone extratropical, fenômeno também chamado de "ciclone bomba", vai mudar o clima nas regiões Sul e Sudeste do Brasil nos próximos dias. Principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde o fenômeno já está sendo sentido com mais força e provocando estragos. A previsão é de quedas abruptas nas temperaturas, com possibilidade até mesmo de causar neve no Sul e geada no Sudeste.
No Sudeste, porém, os efeitos serão menores. Em cidades como Florianópolis e Balneário Camboriu, em Santa Catarina, a passagem do fenômeno deixou um rastro de destruição. De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Heráclio Alves, ciclones extratropicais são relativamente comuns e são formados por áreas de baixa pressão atmosférica. Este que passa pelo Brasil surgiu próximo ao Paraguai e vai cruzar diversas regiões continentais até chegar ao oceano, onde ainda atua por algum tempo e depois perde força. Os vendavais que já estão sendo provocados podem arrancar telhas de imóveis e causar tempestades.


Fotos - Divulgação 
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