11/07/2020 às 09h36min - Atualizada em 11/07/2020 às 09h36min

Um construtor de casas diferentes

O marceneiro Jaimir Schaurem fabrica caixas para abelhas há quase 15 anos. Preços variam de acordo com o tamanho e cor, podendo passar de R$ 65

A apicultura tem ganhado espaço nas propriedades rurais como uma alternativa de diversificação no campo. Pequenos, médios e grandes produtores apostam na atividade para garantir segurança e soberania alimentar, além de ganhos extras na renda familiar. Mas para criar abelhas é preciso aperfeiçoamento técnico e investimento em materiais específicos para o trabalho, como as caixas para o apiário. No município de Guarujá do Sul, o marceneiro Jaimir Schaurem, popular Bidi, de 44 anos, aposta na fabricação dessas caixas de madeira há quase 15 anos.
Segundo conta, seu envolvimento com marcenaria iniciou ainda cedo e no decorrer dos anos os investimentos em caixas para criação de abelhas começaram a ganhar força. A ideia sempre foi trabalhar sozinho e construir estruturas tradicionais. Atualmente, o negócio é o carro-chefe da pequena marcenaria localizada nos fundos de sua casa, e uma das referências na região. Tudo é feito artesanalmente, com madeiras de reflorestamento, com atenção especial às medidas estabelecidas – tanto do lado externo como também internamente, entre um caixilho e outro.
 
Preços variam com o tamanho
Os tamanhos variam de acordo com a necessidade do comprador, algumas casinhas podem passar de 25 centímetros de altura. Cada uma pesa, em média, 3 kg. A estrutura é dividida em ninho (onde as abelhas fazem a postura dos ovos) e melgueira, que fica na parte superior e onde é fabricado o mel. Em favor da durabilidade, a madeira é pintada a base de água. “As caixas são como as casas e se conservam melhor quando há alguém morando dentro”, compara. “Faço caixas para todas as espécies de abelhas: sem ferrão e para cada uma, há um tamanho distinto. Faço as maquetes e coloco a colmeia dentro dela. São especialmente para as abelhinhas, mas tem gente que compra pra enfeite”, ressalta.
De acordo com Jaimir, a produção média mensal é de 10 unidades ao mês, que são vendidas em toda a região e também para o município guarujaense. A divulgação é feita através do Facebook e WhatsApp. Os preços variam de cores e tamanhos, podendo passar de R$ 65 [preço mínimo para muitos vendedores deste mercado]. “É uma atividade muito boa porque seguimos padrões. Faço tudo fora de hora. Acaba sendo cansativo, mas é prazeroso. É meu anti stress”, destaca.
 
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