23/10/2020 às 11h55min - Atualizada em 23/10/2020 às 11h55min

Campo Erê registra queda na cobertura vacinal

A técnica em enfermagem Cassiane frisa a importância da vacinação, principalmente para as doenças erradicadas

Larissa Dias
Da redação
Em setembro de 2016, o Brasil comemorava uma vitória sobre o sarampo. Naquele ano, o país recebeu o certificado de território livre da doença. No entanto, três anos depois, o vírus voltou a circular no país, com números preocupantes. Santa Catarina chegou a enfrentar um surto da doença, entre 2019 e 2020. O sarampo é apenas um dos exemplos de doenças erradicadas, mas que voltaram a afetar a população brasileira, resultado da queda na cobertura vacinal.
A baixa cobertura atinge inclusive o público infantil. Dados do Ministério da Saúde apontam que, nos últimos dias, pouco mais da metade das crianças no Brasil (52%) tinham recebido todas as vacinas do calendário oficial de vacinação infantil. Conforme a responsável pela Sala de Vacinas de Campo Erê, Cassiane Bogoni, o índice de cobertura vacinal diminuiu neste ano, reflexo também da pandemia. Ela destaca que população está se vacinando menos, um cenário que preocupa as autoridades de saúde. Entre os adultos, essa queda também é percebida.
“Chegamos a ter o selo de eliminação do sarampo, que, infelizmente, foi perdido no ano passado. O que traz um alerta a sociedade e um chamado para que não deixem de se vacinar. Como essa doença já estava praticamente erradicada, muitos deixaram de procurar a Sala de Vacinas e deixar a carteirinha em ordem; com isso, quem não havia se vacinado acabou pegando”, relembra.
 
Baixa cobertura
No município campoerense, uma das vacinas que estão em falta é a Pentavalente, que previne cinco tipos de doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo B. “Neste ano, até voltamos a receber algumas doses, mas que não cobre a demanda que estamos registrando. Esperamos que durante a Campanha contra Pólio e Multivacinação possamos receber mais. Algumas famílias precisam levar suas crianças a cidades vizinhas, que possuem demandas menores, para conseguir vacinar o bebê”, complementa. Esta vacina é aplicada nos primeiros meses do bebê.
Cassiane explica que a erradicação das doenças é resultado de uma boa cobertura vacinal e mesmo quando o território é considerado livre daquele vírus, é fundamental manter a imunização. Uma pessoa não imunizada e que acaba contraindo o vírus em outra região ou país (não livre da doença) pode ser o agente que leva a doença para outras pessoas do seu grupo familiar e comunidade onde reside. “Também temos uma baixa procura nas vacinas do HPV, em meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14. Além na de Meningocócica ACWY que está disponível do SUS a partir desse ano, para crianças de 11 a 12 anos”, acrescenta.
 
Como manter a caderneta em dia?
Se você tem dúvidas, basta procurar a Sala de Vacinas. A responsável confere se há alguma dose pendente e faz a imunização, caso seja necessário. Conforme Cassiane, sempre é deixado anotado quando será a data da próxima vacina. Principalmente quando se trata de crianças menores, é importante que os pais conferiram as cadernetas de vacinação com frequência, já que no primeiro ano de vida deve ocorrer a imunização contra várias doenças.
“Por ano, duas a três milhões de mortes são evitadas pelas vacinas. Graças a elas, é possível prevenir mais de 20 doenças importantes e em várias faixas etárias. Frisamos a importância da vacinação e da procura por manter a saúde em dia. Elas salvam vidas e podem salvar a sua também”, finaliza.
 
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