24/11/2020 às 08h51min - Atualizada em 24/11/2020 às 08h51min

Novembro Azul: mês do câncer de próstata

A falta de informação e preconceito são algumas das razões que levam os homens a deixarem de lado sua saúde

Larissa Dias
Da redação
Antigamente, falar sobre a saúde do homem guardava muito tabus. Por muito tempo, a ideia de “se cuidar” esteve relacionada a uma questão prioritariamente feminina, muito disso se deve a cultura paternalista, que por tantos anos reforçou que o papel do homem é o de provedor, enquanto o da mulher é o de zelar pela casa e pela família.
A falta de informação e preconceito são algumas das razões que levam os homens a deixarem de lado visitas e procedimentos simples, rápidos, indolores e fundamentais para identificar doenças. Um fato importante no caso do câncer de próstata é a hereditariedade como fator relevante, caso haja algum parente próximo com a doença antes dos 60 anos, o risco de se tê-la pode aumentar até 10 vezes, se comparado à população em geral.
O movimento Novembro Azul teve início na Austrália, em 2003, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina, com ênfase na prevenção do câncer de próstata. É o tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, depois do de pele, ocorrendo geralmente em homens mais velhos, cerca de seis em cada 10 casos são diagnosticados em pacientes com mais de 65 anos. Hoje, além do alerta para a doença, a campanha chama a atenção para a necessidade dos homens assumirem o protagonismo da própria saúde.
 
Sinais e sintomas
Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, pode causar sintomas como: micção frequente; fluxo urinário fraco ou interrompido; vontade de urinar frequentemente à noite (nictúria); sangue na urina ou no sêmen; disfunção erétil; dor no quadril, costas, coxas, ombros ou outros ossos; fraqueza ou dormência nas pernas e pés.
 
Tratamento
A melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como o estado de saúde atual, a gravidade da doença e a expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade, há a opção da vigilância ativa, na qual, periodicamente, se faz um monitoramento da evolução da doença, intervindo se houver progressão. “Existe um estigma de que a população masculina procura pouco o médico, e isso é um fato que muitas vezes contribui para o avanço. É importante que o homem procure o urologista, assim como a mulher vai ao ginecologista”, ressalta a secretária de Saúde de Guarujá do Sul, Franciane Baseggio.
Segundo ela, a única forma de garantir a cura desse câncer é o diagnóstico precoce. “Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue antígeno prostático específico (PSA)”, completa.
 
Prevenção
Manter hábitos saudáveis é a melhor forma de evitar a doença, uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, aliada a uma ingestão menor de gordura, ajudam a diminuir o risco de câncer. Da mesma forma, fazer uma atividade física ao menos 30 minutos por dia, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar, são algumas das recomendações que ajudam a prevenir contra essa e outras doenças. Essas dicas não vão impedir que uma pessoa tenha câncer de próstata, mas ajudam a diminuir os riscos de se adquirir a doença.
 
Exemplos de ações
Neste ano, por conta da pandemia, nenhum dos seis municípios de circulação do Sentinela realizará o Dia "D" dessa campanha, mas no entanto, os homens poderão durante todo o mês de novembro, dirigir-se até a Unidade Básica de Saúde da sua cidade para solicitar atendimentos e exames.
 
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