05/12/2020 às 09h09min - Atualizada em 05/12/2020 às 09h09min

Memória viva no acervo de Palma Sola

A última doação é de Clementina Rampanelli, que entregou um jogo de pratos de cerâmica confeccionado por índios

Da redação
Doações de memórias. É assim que o Museu da Colonização de Palma Sola interpreta as doações de peças históricas feitas à entidade. Atualmente, há 350 peças de acervos expostas a visitantes, além de uma reserva técnica de 500. Segundo o diretor de Cultura, Rosalino Siqueira, muitos munícipes têm consciência da importância das doações e em função disso, garimparam objetos que se enquadravam nas relíquias da família.
“Foi dessa forma que a entidade surgiu e é assim que ela continua. No começo, recebíamos muitas peças, mas com os anos foram diminuindo e, neste, recebemos apenas uma. O isolamento social prejudicou um pouco, principalmente as visitações”, salienta enfatizando que o museu recebe as peças de quatro formas: por doações, por empréstimos, através da compra e da opção de troca.
“Muitas das peças expostas são fruto de doações, que ajudam a contar a história da colonização do município. Temos preferência por peças que contenham uma história. Por esse motivo, quem tiver interesse em fazer doações pode vir conversar conosco, assim podemos selecionar juntos”, explica complementado que todos podem contribuir com as doações, portanto, cada peça possui um tratamento diferente, entre a limpeza e higienização.
 
Última doação
Há poucos meses, a palmassolense Clementina Rampanelli realizou a doação de um jogo de pratos de cerâmica, confeccionado pelos índios marajoaras – uma sociedade que floresceu na Ilha de Marajó (Rio Amazonas na Era pré-colombiana). Segundo ela, essa relíquia estava guardada em sua residência e nunca foi utilizada. “A ideia de levar este presente para se tornar acervo no museu foi pensando na relíquia que é, onde lá todos possam estar olhando e conhecendo o trabalho de outros povos”, ressalta frisando que esse foi um presente de família e que hoje, deve valer mais de R$ 1 mil.
 
Visitações
Além do espaço exclusivo para acervos, o museu conta com uma mini biblioteca, onde todos os livros foram adquiridos por doações. “Todas as pessoas podem estar usufruindo desse ambiente, podendo fazer pesquisas e leitura. Se preferir levar um livro para casa, é preciso assinar uma ficha de responsabilidade e cuidar até o dia da entrega”, conclui Rosalino finalizando que mesmo com a pandemia, as visitações ainda acontecem de uma forma reduzida e sem aglomerações. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.
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