05/01/2021 às 10h14min - Atualizada em 05/01/2021 às 10h14min

“Troco tudo, menos a mulher e minha Brasília”

O comentário é do anchietense e agricultor Sergio Parmezani, que faz sucesso na região com a venda de rapaduras diversificadas

Da redação
A rapadura é um produto saboroso apreciado tanto pelo cidadão urbano quanto pelo homem do campo, e acabou se tornando um símbolo típico do nordestino. Falou em rapadura, logo se remete a imagem do sertanejo que não abre mão da deleitosa iguaria para degustar após o almoço ou para acompanhar no lanche da tarde. No interior de Anchieta, especificamente na Linha São Paulo, respaldamos uma realidade parecida, onde vemos o comerciante Sergio Parmezani, de 64 anos, e sua Brasília azul, fazerem sucesso na região.
Segundo ele, a apreciação pelo comércio vem de berço, onde via seu pai sair de carroça para vender os produtos da propriedade. “Sempre tive ele como minha inspiração. Comecei vendendo alguns dos alimentos que a gente mesmo produzia, e no começo não foi nada fácil, mas com os anos fui pegando o jeito e fazendo meus clientes”, comenta acrescentando que o interesse pela produção de rapadura surgiu através do contato com amigos.
“Algumas pessoas haviam comprado rapadura de um senhor que passava vender, e confundiram comigo. Com isso, tomei conhecimento do fato e ouvi muitos dizendo que era uma delícia. Foi ai que tive a vontade de começar a fabricar. No mesmo dia, quando cheguei em casa, já fui começar a fazer, mas errei tantas vezes que demorou até ficar bom. Lembro que comecei fazendo dentro de casa na panela de polenta, mas hoje já temos um local próprio. Posso dizer que já faço de olhos fechados”, relembra.
 
Comercialização
Desde 1989, Sérgio é conhecido como o homem das rapaduras. “Lembro que nessa época eu já estava fazendo elas em três tachos, de tanta venda que tinha. Conforme tinha rapadura pronta eu já saia para vender e sempre tinha uma rota programada; começava dia 5 em Palma Sola, dia 10 em São Miguel do Oeste, depois ia pra Guaraciaba e Santa Terezinha. Tinha dias que era em Saltinho e outros em Campo Ere”, explica enfatizando que a rota passa apenas por quatro municípios e que vende, em média, 200 rapaduras por dia.
“Como já tenho contato com as pessoas, só preciso entrar dentro das empresas com o balaio nas costas e já acontece a festa”, brinca. “O diferencial da minha rapadura é a produção natural, sem nada de conservantes. Hoje já fizemos também de nozes, que foi algo bem aceito por todos, por ser diferente. Cultivamos todos os ingredientes que usamos na produção, desde a cana de açúcar, o amendoim e as nozes. Aqui toda a família ajuda”, destaca.
 
Impacto da pandemia
Ainda conforme o anchietense, a pandemia impactou sua comercialização, já que não podia sair para vender. “Estava tão triste que não podia sair para vender. Mas logo que voltei as coisas já se normalizaram”, complementa concluindo que as vendas não passam de R$ 10 a unidade e que comprou sua Brasília na década de 80. “Troco tudo, menos a mulher e minha Brasília”, finaliza.
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