14/01/2022 às 17h53min - Atualizada em 14/01/2022 às 17h53min

Ivaan e o CHIPPADO

O artista plástico, natural de Palma Sola, fala sobre sua trajetória internacional e sua exposição mais recente

Da redação
Divulgação
Ivaan Hansen é natural de Palma Sola, hoje, com 41 anos ele é reconhecido mundialmente por sua arte. Em suas obras Ivaan retrata o andarilho CHIPPADO, que leva consigo uma importante mensagem de Responsabilidade Social e Consciência Ecológica.
Filho de Idenia Maria Hansen e Irani Gaspar Domingues, Ivan Carlos Domingues, como é conhecido pelos familiares, nasceu e morou em Palma Sola até os 15 anos, depois disso ele se mudou para Anchieta, onde entrou para o seminário, na intenção de ser padre na ordem dos Cónegos Regulares da Imaculada Conceição, que na época era gerenciada pelo padre Friorento Bertolli, padre Clemente Trecanne, Padre José e Maria Auxilia, todos italianos que também residiam em Palma Sola.
“Para meu nome artístico utilizei o sobrenome Hansen da minha mãe e acrescentei um ‘A’ no primeiro nome”, esclarece o artista.
Aos 17 anos Ivaan se mudou para Goiânia, onde continuou no seminário até terminar a Filosofia. Ao todo, foi seminarista por seis anos. “Ao sair do seminário decidi ficar em Goiânia e viver da arte”, relata Ivaan.
Desde pequeno ele gostava de criar, desenhar e pintar, mas foi aos 22 anos que começou a pintar telas. Hoje sua técnica de pintura é acrílica sobre tela. Com 23 anos, Ivaan decidiu viver apenas de arte. “Viver da arte é uma decisão de muita coragem, você precisa ter certeza do que quer, ter foco pois o caminhar é muito lento e gradativo, mas ao mesmo tempo, você precisa pensar 24h no trabalho para se dar bem, assim como em qualquer outra profissão”, afirma Ivaan.
Arte é uma questão de amor, paixão e essência. “É preciso se colocar no mercado de maneira sólida e consistente e, esse processo é difícil, especialmente no Brasil. Por isso tenho toda uma trajetória no exterior”, ressalta o artista que primeiro construiu um caminho no exterior, para depois voltar ao Brasil, onde sua arte foi bastante reconhecida, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e no Centro-Oeste.
 
Primeira exposição
“Minha primeira exposição foi em Goiânia na Assembleia Legislativa, em 2003. Depois fiz várias outras exposições, também no estado de Goiás. Estive em Minas Gerais, no Paraná, na Casa da Chica Silva, fiz exposições em São Paulo em algumas galerias particulares e também no MASP-Museu de Arte Contemporânea de São Paulo”, conta Ivaan.
No exterior, a arte de Ivaan esteve presente especialmente na Europa. “Um curador e galerista de Amsterdã foi quem realmente colocou minha arte no mercado internacional. Depois disso fiz exposições na Itália, Inglaterra e Dubai. Posso dizer que minha arte esteve exposta em pelo menos três países de cada continente. Em alguns países mais de uma vez, com exceção da Ásia, onde expus menos”, relata o artista plástico.
Em 30 anos de carreira, Ivaan vendeu cerca de 2000 mil obras. A primeira foi vendida quando Ivaan ainda era seminarista. “Chegou um pessoal da Itália no seminário, eu já pintava, mas não profissionalmente e sim por hobby. Eles gostaram de uma arte minha e insistiram em comprar. Nessa época eu nem pensava em ser artista, queria ser padre”, afirma Ivaan, que hoje é artista plástico consolidado.
 
Arte
“Sempre tive a tendência de fazer uma arte existencial, que fala do ser humano, da sociedade, do comportamento humano, tecnologia, preservação das nossas riquezas materiais e imateriais. Com essa intenção, foi possível criar uma figura central nas minhas obras, é como se fosse um manequim, mais conhecido como CHIPPADO. Ele representa o ser humano e nele coloco situações, elementos, mensagens e figuras que representam um comportamento de um humano que tem consciência ecológica e responsabilidade social”, explica Ivaan. “Isso fez com que minha arte subisse de patamar, ao ponto de estar em alguns eventos importantes que tratam de sustentabilidade em Nova York, Dubai e no Brasil”, acrescenta. 
 
Exposição em Brasília
“Com a maturidade artística e a maturidade do Chippado, esperava a muito tempo fazer a exposição em Brasília, pois é o núcleo, por onde as coisas acontecem”, relata o artista.
Apesar de suas viagens para o exterior, Ivaan sempre retorna à Goiânia, onde tem sua casa. “Essa intenção de levar minha arte consciente e responsável para Brasília é justamente para impactar com mensagens sobre amor, vida digna, paz e tolerância, pra ver se planto essa sementinha. No final das contas, a arte é um terreno fértil onde tanto o artista quanto os admiradores comungam entre si reflexões sobre a vida, sobre a realidade. Com a arte conseguimos captar a atenção das pessoas de uma forma lúdica, leve e criativa, dessa forma espalhamos algumas mensagens sobre questões importantes que envolvem toda a sociedade”, ressalta Ivaan.
Ivaan destaca que no exterior e nas capitais, a responsabilidade ambiental e a consciência ecológica, retratadas em sua arte, são questões muito fortes. “Existe uma vertente muito grande em prol disso e, especialmente os artistas, buscam se conectar com as pessoas para transmitir essas mensagens, do quão importante é ter um ‘agir correto’ que cause vida e bem estar em uma forma geral”, salienta ele.
“Tudo está conectado, cada ser, cada movimento biológico e de máquinas, tudo tem uma consequência, com isso entendemos que tudo tem um efeito, com causa de maior ou menor importância. Minha arte foi para este lado, então chegar em Brasília, na capital com o CHIPPADO representando a figura humana, era minha intenção maior no final das contas e isso está acontecendo, é uma exposição magnífica de 18 obras”, conta Ivaan.
A exposição ocorre no dia 21 na Soul Art Gallery com o tema: “Chipaddos na Capital”. Ao todo foram 18 obras expostas, uma curadoria feita por Lee Soarez.


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