O jornalismo nos acostumou a olhar para o mundo sempre em estado de alerta. A buscar o erro, o conflito, a falta. Talvez por isso seja tão necessário, ao final de um ciclo, exercitar um outro tipo de reportagem: aquela que fala de gratidão.
E, olhando com calma, 2025 merece um muito obrigado.
Foi um ano positivo do ponto de vista financeiro. Não daqueles de euforia fácil ou promessas vazias, mas de construção sólida, de contas pagas, de negócios que se sustentaram e de decisões acertadas sobre oportunidades que se apresentaram. Em tempos de tanta instabilidade, isso não é pouco — é vitória silenciosa.
Mas, acima de qualquer número, 2025 foi um ano vivido.
Um ano em que pude brincar com meus filhos. Estar presente. Ouvir risadas sem pressa, responder perguntas curiosas, dividir pequenas aventuras do cotidiano. Coisas simples, que não rendem manchete, mas constroem memórias que duram mais do que qualquer edição impressa.
Foi também um ano de raiz. De chimarrão e café da manhã com meus pais. De conversa despretensiosa, de conselhos ditos quase sem intenção, de afeto servido junto com polenta brustolada na chapa. Em um mundo que corre demais, sentar à mesa ainda é um ato de resistência — e de amor.
Ao lado da minha esposa, 2025 foi um ano de companheirismo e crescimento. De caminhar junto, dividir preocupações, celebrar conquistas e entender que a vida não se faz apenas de grandes decisões, mas de presença diária. Crescer junto é, talvez, a forma mais madura de prosperar.
Profissionalmente, foi um ano que reafirmou algo importante: comunicar ainda importa. Contar histórias das nossas cidades, das nossas comunidades, das pessoas simples que fazem coisas grandes todos os dias. Em meio às mudanças tecnológicas, às incertezas do setor e às transformações do mundo, seguir fazendo jornalismo local é um gesto de teimosia — e de compromisso.
Além de praticar comunicação através do jornalismo, cada vez mais, avançamos noutras áreas, como gráfica rápida e comunicação visual. Um muito obrigado aos nossos clientes.
2025 não foi perfeito. Nenhum ano é. Mas foi honesto. Foi generoso. Foi um ano em que o trabalho andou, a família esteve perto e a vida aconteceu no ritmo possível.
Por isso, ao virar a página do calendário, fica o registro: obrigado, 2025.
Que os próximos anos tragam desafios, sim — mas que nunca faltem saúde, vínculos, propósito e tempo para reconhecer o que realmente vale a pena.
Porque, no fim das contas, essa é a melhor notícia que podemos publicar.