13/08/2020 às 08h14min - Atualizada em 13/08/2020 às 08h14min

BobCat traz economia e agilidade

Sem bactérias: cama do aviário deve ser trocada uma vez por ano, trabalho que antes era realizado por seis pessoas e levava uma semana, agora é realizado em menos de um dia, com no máximo três pessoas

No aviário do produtor Miguel Antônio Righes, localizado na Linha Gaúcha, interior de Flor da Serra do Sul, o intervalo entre lotes é sempre um momento de muito trabalho. Pelo menos a cada dez meses a cama de aviário utilizada ao longo de aproximadamente seis lotes é substituída por uma nova. Uma minicarregadeira BobCat, da Secretaria de Agricultura do município, faz a retirada do substrato fermentado.
Até a cama nova chegar o produtor ainda tem alguns dias de vazio sanitário para realizar procedimentos complementares de biosseguridade. “Precisamos raspar o aviário para eliminar os resíduos da cama anterior, varrer e lavar a estrutura”, explica ressaltando que trabalha no sistema normal de engorde de frangos para a BRF, de Francisco Beltrão. “Logo que os ovos descascam os frangos são alojados. São trazidos para cá com 24 horas de vida e ficam por cerca de 28 dias”, acrescenta. O aviário contempla uma área de 125 metros de comprimento por 12 metros de largura.
 
Ganho em economia
Nos últimos anos, os agricultores vem sendo beneficiados com a tecnologia. Em Flor da Serra do Sul, por exemplo, o avicultor Miguel passou a ganhar em economia e agilidade, com a utilização da BobCat. Anteriormente, precisava dedicar cerca de sete dias para a troca da cama do aviário, e hoje, com a utilização de maquinários, leva pouco mais de meio dia. “Antes fazíamos esses trabalho manualmente, entre seis e sete pessoas. E hoje o trabalho de uma semana, resolvemos em menos de um dia. Ganhamos em agilidade e poupamos a mão de obra”, comemora esclarecendo que o adubo retirado do aviário é esparramado nas lavouras de sua propriedade.
“Faz mais o menos dois anos que a prefeitura comprou a BobCat, e isso nos trouxe agilidade e nos ajuda bastante, além de ser muito mais rápido, se tornou até mais barato. Hoje participamos do programa de horas máquina da prefeitura, onde eles nos ajudam com metade do custo. Temos a Associação do Tatetos que mantém a máquina, onde apenas pegamos por hora para ela vir até a propriedade”, esclarece.
 
Controle de pragas
Conforme explica um dos empregados da propriedade, Lídio Dalavalli, as principais exigências da BRF é a sanidade animal e o controle das pragas. “As pessoas que chegam aqui não podem entrar dentro da área cercada do aviário. É muito fácil pegar um vírus fora e levar para dentro do espaço, e com isso se perde lucro e dias de trabalho. Já sofremos com a Salmonela por exemplo, e tivemos que ficar uns três meses parados limpando e desinfetando o aviário”, conta. “Anos atrás, esse trabalho da troca da cama era feito a cada 22 lotes e não seis, onde a quantidade de adubo era muito maior. Hoje, com essa mudança, melhoramos as condições do aviário”, ressalta complementando que a cama é composta basicamente por maravalha e esterco, e naturalmente fermenta e se criam microorganismos que prejudica a sanidade dos animais.
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