23/09/2020 às 11h34min - Atualizada em 23/09/2020 às 11h34min

Setembro Amarelo: Mês de Prevenção ao Suicídio

Para a psicóloga Eduarda Ceriolli, é o momento de chamar a atenção sobre a importância de conversar, ouvir e orientar as vítimas a buscarem ajuda profissional

Da redação
Criada em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), além do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha Setembro Amarelo tem como proposta associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, comemorado ainda na primeira quinzena deste mês. A ideia é pintar, iluminar e estampar o amarelo nas mais diversas resoluções, garantindo mais visibilidade à causa.
 
Prevenção e aumento de casos
As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já pensou em suicídio. Segundo um estudo realizado pela Unicamp, mais de 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, mais de 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Em muitos casos, é possível evitar que esses pensamentos se tornem realidade. A primeira medida preventiva é a educação.
Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção.
Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para reduzir as taxas de suicídio no Brasil, onde atualmente, por dia, mais de 35 pessoas tiram a própria vida. Surge então, um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada e alinhada ao que recomendam as autoridades de saúde, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz.
 
Como ajudar?
Neste momento, a indicação é que todos fiquem atentos ao isolamento social, decorrente da pandemia. Mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar a necessidade de ajuda.
Para a psicóloga da Secretaria de Saúde, de Palma Sola, Eduarda Ceriolli, este é o momento de chamar a atenção sobre a importância de conversar, ouvir e orientar as vítimas a buscarem ajuda profissional. “Estamos em meio a uma pandemia, onde não podemos realizar os grandes eventos de conscientização, por conta da aglomeração. Nosso foco maior, é poder levar informações a mais pessoas, desta forma, estamos trabalhando fortemente na produção de vídeos e materiais online, onde conseguimos englobar muitos profissionais de saúde para falar sobre o assunto”, esclarece. 
 
Ações diferenciadas
Eduarda explica que as ações voltadas à prevenção do suicídio estão sendo diferentes neste ano. Mediante a restrição de aglomerações, o trabalho está focado no compartilhamento de informações pelas redes sociais e meios de comunicação do município. Ela observa que, neste momento de distanciamento social, a discussão é ainda mais urgente. 
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