25/09/2020 às 13h58min - Atualizada em 25/09/2020 às 13h58min

Desenvolvimento de nosso município

Coluna de opinião do jornal impresso

Da redação
No início do ano de 1975, o professor Protasio Flach veio à cidade de Anchieta afim de trabalhar como professor de Matemática na Escola POPS. Uma das coisas que lhe marcou ao aqui chegar, percebeu que na principal rua, Avenida Anchieta, estava sendo iniciado os trabalhos de calçamento da mesma. Usando da força física e equipamentos rústicos as pedras colocadas na rua eram socadas manualmente. Assim o trabalho de calçamento exigia muito das pessoas e era demorado para ser concluído. As ruas, nem todas estavam abertas. Algumas eram apenas um caminho.
Mas com o passar do tempo, a necessidade e o empenho tudo foi se realizando. Uma das críticas ouvidas naquela época, era quanto à largura das ruas, considerada exageradas por parte de alguns moradores, pois o movimento de carros era mínimo. A grande maioria deslocava-se de ônibus, (sempre muito lotado com o corredor completamente tomado por passageiros que ficavam em pé, devido ao número excessivo de pessoas), para as cidades vizinhas especialmente São Miguel do Oeste que atendia a região no sistema bancário, e em muitos outros. Nessa época tínhamos linhas de ônibus para SMO, Palma Sola, Romelândia e Pato Branco em diversos horários diários.
A população bem mais numerosa, o dobro do que temos hoje, chegando próximo a 14 mil habitantes por volta dos anos 80. A escola POPS, funcionava na sua capacidade máxima, tendo um número expressivo de alunos que chegou a 1.150 estudantes em 1997. E não tínhamos o ginásio de esportes e sim uma quadra esportiva, sem cobertura que era um ralador de joelhos e cotovelos de quem nela caísse. As estradas que ligavam nosso município aos demais da região, era sem asfalto.
Um grande transtorno para os moradores da cidade, era a constante falta de água. Esta era retirada de um poço artesiano, tratada e distribuída pela CASAN, chegava a cada dois dias e por pouco tempo. Quem morava nas partes mais altas, frequentemente não tinha água nem para encher um balde. Isso quando não queimava as bombas dos motores que puxavam a água, ficando dias para ser consertado.
Muitas coisas melhoraram para todos. Hoje o destaque é para as ruas. Quase todas asfaltadas. Várias foram asfaltadas nos últimos meses, mudando a aparência e comodidade. As mesmas ruas que lá no passado foram tidas como exageradamente largas, hoje se faz necessário estacionamento oblíquo para oportunizar melhor a todos. As linhas de ônibus foram reduzidas ou desativadas, pelo fato da maioria das pessoas possuir veículo e também pelo desenvolvimento do comércio local, agências bancárias e outros profissionais e serviços disponíveis. Embora a população tenha diminuído pela metade.
As melhorias em todos os sentidos, não são méritos de um único prefeito ou partido político, mas são de todos que trabalham para um constante desenvolvimento, assim como a população que valoriza seu lugar e desenvolvem seu trabalho com louvor.
 
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