09/10/2020 às 08h41min - Atualizada em 09/10/2020 às 08h41min

Começa programa que prevê plantação de 10 milhões de araucárias

Técnica de enxerto acelera desenvolvimento da Araucária e aumenta a produtividade de pinhão viabilizando o cultivo em larga escala

Da redação com informações IAP
Um programa que vem sendo desenvolvido há mais de 10 anos por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) saiu do laboratório e partiu para fase prática com a produção em escala de árvores Araucárias enxertadas superprodutivas. A técnica desenvolvida pelos pesquisadores Flávio Zanette e Ivar Wendling enxerta no caule de Araucárias jovens um pequeno pedaço do caule de outra Araucária adulta de excelente genética.
A árvore enxertada acaba se desenvolvendo mais rápido e produzindo mais pinhões. Atinge a maturidade em apenas oito anos e produz duas vezes mais do que a média de um pinheiro normal. O objetivo do programa “O Resgate da Árvore Símbolo do Paraná” é tornar a produção pinhão uma atividade altamente lucrativa de forma que os produtores sejam incentivados a plantar até 10 milhões de pinheiros no estado nos próximos anos ajudando a recompor a vegetação nativa.
O programa tornou-se viável com a aprovação da lei estadual 20.223/2020 que permite aos produtores além da exploração da venda do pinhão o comércio da madeira da Araucária proveniente de reflorestamento. De acordo com o pesquisador Flávio Zanette é uma iniciativa pioneira no Brasil que associa a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.
Ele explicou as vantagens da árvore enxertada. “Em primeiro lugar existem muitas variedades de Araucária, algumas dão pinhão pequeno, outras produzem maiores. Normalmente leva 15 anos ou mais para produzir. Já a enxertada começa a produzir a partir dos oito anos de idade pinhões grandes de excelente qualidade”, explica.
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