06/05/2021 às 16h09min - Atualizada em 06/05/2021 às 16h09min

Chacina em Saudades: o ataque foi planejado por quase um ano

Em entrevista, bombeiro que atendeu a ocorrência na escola de Saudades conta o que o assassino Fabiano disse em seus momentos de lucidez, segundo o bombeiro o ataque foi planejado por cerca de 10 meses

Com informações Rede Peperi
Reprodução
Dois dias após o ataque no município de Saudades, executado por um jovem de 18 anos em uma escola de educação infantil, que fez cinco vítimas entre elas três crianças, alguns detalhes do crime e possíveis motivos começam vir à tona. O Soldado André Carlos Galiazzi foi um dos bombeiros que atenderam e levaram o rapaz até o hospital. Galiazzi, em entrevista relatou que em certos momentos de lucidez, Fabiano Kipper Mai fez algumas declarações sobre o atentado.
Segundo o bombeiro, as declarações de começaram ainda dentro da escola. “Quando ele ainda estava no chão, antes de colocá-lo sobre a maca, já algemado ele olhava em direção a arma que utilizou e dizia cuida bem dela tá, ela é minha amiga”, contou o soldado, acrescentando que a frase foi dita mais de uma vez pelo agressor.
“Ele comentou alguma coisa no local da na ocorrência, fazia uma pergunta meio afirmando, foram cinco né? foram cinco que eu matei?!, dava a impressão de que ele tinha uma meta, algo nesse sentido”, explica o bombeiro.
Fabiano utilizou uma arma branca, espécie de espada ninja ou samurai comprada pela internet alguns dias antes. Ele teria dito que sua intenção era a aquisição de uma arma de fogo. Galiazzi conta que “durante o deslocamento ele comentou em dado momento que planejava, o ataque, há algum tempo, que ele queria comprar uma arma de fogo, mas não havia conseguido e que ele queria ter ido na outra escola, mas como ele não conseguiu a arma de fogo, ele foi nessa outra escola (Creche Pró Infância Aquarela), era o que ele fala nos momentos de consciência”. A instituição de ensino citada por Fabiano seria a Escola de Educação Básica Rodrigues Alves, na qual havia estudado até o ano passado.
O crime praticado por Fabiano Mai mostra premeditação. Galeazzi ouviu do autor que planejou o ataque por cerca de 10 meses. “Ele não relatou em nenhum momento o porquê ele fez isso ou se foi a mando de alguém. O que ele falou é que planejava em torno de 10 meses este ataque, que ele teria tentado a arma de fogo, mas como não conseguiu, ele acabou comprando essas facas”, relatou o bombeiro.

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