04/02/2023 às 08h36min - Atualizada em 04/02/2023 às 08h36min

Tecnologia na colheita de silagem

Com a segunda maior colheitadeira existente no mercado, a empresa campoerense, Polaco Silagem, atende os produtores com qualidade e agilidade

Campo Erê
Da redação
Douglas Guerini
 
A silagem é um método muito utilizado pelos produtores rurais para garantir a alimentação de rebanhos no período da seca. O processo é composto pelo corte da forragem feito pela ensiladeira, compactação e armazenagem. Para realizar a silagem, é feita a colheita de milho ou variedades de capim que são triturados, compactados e armazenados em silos. O serviço de colheita é ofertado pela empresa Polaco Silagem à pequenos, médios e grandes produtores de todo o Brasil.
A empresa campoerense foi criada em 2020 por Guilherme Buffon, seu tio Elias Buffon, o tio Celso Pietszkoski e o primo Vinicius Pietszkoski. A família percebeu a demanda por máquinas grandes para fazer a colheita de silagem. “As empresas que vinham prestar os serviços de colheita na nossa região eram sempre de fora, de cidades vizinhas. Essas empresas ainda vêm, pois, a demanda é grande. Percebendo esse nicho de mercado, resolvemos investir em maquinário e abrir a empresa”, relata Guilherme.
Hoje a empresa conta com cinco funcionários, quatro caminhões caçamba – dois deles são terceirizados –, uma carreta prancha para o transporte da máquina forrageira e uma forrageira automotriz, adquirida há pouco tempo. A forrageira John Deere modelo 8500, foi importada da Alemanha e custou aproximadamente R$ 3 milhões. Ela tem 7,5 metros de plataforma de corte, e é a segunda maior colheitadeira existente no mercado.
“A máquina é feita para colheita e confecção de silagem, tem várias opções de tamanho do picado, de 5mm à 22 mm e conta com um sistema de quebra de grãos, que é fundamental para melhorar a digestão do animal, que absorve os nutrientes do milho com mais facilidade”, explica Vinicius, que opera a forrageira. Segundo ele, a máquina colhe milho, sorgo, aveia, centeio, trigo e diversos capins, para isso é necessário trocar a plataforma de colheita.
Conforme passa a forrageira, o milho entra e passa no rotor, onde 56 facas o cortam em pedaços. Depois ele vai pro cracker, um sistema quebrador de grãos, após isso vai tudo para o acelerador de massa, que joga as partículas dentro do caminhão caçamba.
“Por hora colhemos de dois até três hectares. Na nossa região, Campo Erê, Palma Sola, Anchieta, colhemos em torno de 30 hectares por dia. No Mato Grosso, onde o terreno é mais favorável e as áreas são maiores, conseguimos colher de 50 a 60 hectares por dia. Com esta máquina enchemos um caminhão de 30 metros cúbicos após dois minutos e meio de colheita”, detalha Vinicius.
“Hoje o que nós fazemos em dois dias o produtor faria sozinho em uma semana. A produtividade dessa máquina é grande, justamente pela área e colheita ser muito grande, essa agilidade na colheita é essencial para o produtor, já que ele perde se colher muito cedo ou muito tarde”, acrescenta Guilherme.
De acordo com ele, para alimentar o motor de 600 cavalos são consumidos 100 litros de diesel por hora. “Não cobramos por hora, nosso valor é por hectare, aí não dá erro, é uma medida exata, o cliente sabe quanto tem e a gente sabe o quanto demora pra colher”, enfatiza.
A empresa atende o Brasil inteiro, colhendo em Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Nosso problema é a sazonalidade. Na nossa região temos silagem para colher geralmente em dezembro e janeiro, depois vamos ter safrinha em junho e julho. Então buscamos atender outras áreas do Brasil, pois nosso investimento é grande e a máquina precisa trabalhar. Na semana passada cortamos em torno de 200 hectares na região. Vamos atender os produtores maiores e quando os vizinhos veem a máquina trabalhando se interessam e nós contratam”, finaliza Guilherme.


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