Após 18 anos de espera, no Dia Internacional da Síndrome de Down, dia 21, a Apae Flor da Vida de Flor da Serra do Sul, realizou o sonho da sede própria, com a inauguração da nova Apae. A data de ontem ficou marcada como o fim do improviso, já que a Apae estava instalada na garagem da Câmara Municipal, um imóvel alugado e totalmente adaptado. A inauguração contou com a presença do governador do estado, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), a secretária estadual das Cidades, Camila Mileke Scucato, secretário estadual do Planejamento, Guto Silva, os deputados estaduais: Ademar Traiano (PSD), Adão Litro (PSD), Wilmar Reichembach (PSD), e Pedro Paulo Bazana (PSD) e autoridades locais, como o prefeito, Valmor Felipe Júnior (PSD) e secretários municipais.
Um investimento de R$ 1,8 milhões, repassado pela Secretaria de Estado das Cidades, faz parte de um projeto do Governo do Estado que prevê a construção de 17 novas escolas de educação especial. Esse era o sonho dos profissionais, alunos e pais, que lutaram para que hoje os 42 alunos pudessem desfrutar de um melhor conforto e acessibilidade.
O governador Ratinho Junior comenta que o Estado nunca havia construído unidades como essa e há três anos iniciou o novo projeto, que visa dar a oportunidade aos professores e alunos de ter um espaço adequado, adaptado, digno e preparado para oferecer uma educação com mais qualidade.
“É um momento ímpar e um marco histórico para o nosso município. É imensurável a nossa gratidão ao Governo do Estado por essa obra, que representa muito para a nossa população e é o projeto mais importante do nosso município”, relata o prefeito Júnior.
Relembrando a compra do terreno
Em 2023, a APAE Flor da Vida adquiriu um terreno de 5 mil metros quadrados, próximo à Escola Municipal Nossa Senhora da Glória, por R$ 400 mil. A diretora Elisabete Caron, conta que a APAE tinha R$ 200 mil na poupança, arrecadados através do bazar e da receita federal: “Demos R$ 200 mil de entrada, pagamos R$ 100 mil no final de 2023 e no final do ano passado pagamos mais R$ 100 mil”. A APAE comprou o terreno e doou para a prefeitura municipal, para o município ajudar na construção da nova APAE.
Com o objetivo de arrecadar fundos para a realização deste sonho, a Apae contou com o apoio da Cooperativa Sicoob e também da comunidade sulflorense, que ajudou na venda e na aquisição da Ação Entre Amigos.
Início de uma nova era
Todos os espaços da unidade são adaptados para atender às necessidades dos estudantes, que têm entre 2 e 76 anos de idade e diferentes graus de deficiência física, intelectual ou motora. Ela conta com seis salas de aula, cozinha, refeitório e salas destinadas para a secretaria, direção, sala de professores, biblioteca e para os atendimentos de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia.
Os planos agora incluem a construção de novas estruturas no terreno amplo, como quadra esportiva e piscina. Além disso, também deve ser construído um espaço para as aulas de equoterapia, que já são oferecidas pela instituição.
“Esperamos 18 anos por essa sede. Antes, enfrentávamos dificuldades enormes, mas agora temos um local digno para alunos e funcionários”, destaca a diretora Elisabete. O presidente da APAE, Sinval Tives Pimentel, também celebrou: “É uma nova história de superação, com condições ideais de atendimento”.
Relembre a história da Apae Flor da Vida
Fundada em 2007, a APAE Flor da Vida sempre contou com o empenho de funcionários e da comunidade para garantir atendimento aos alunos. Nos primeiros anos, os estudantes precisavam se deslocar até Marmeleiro-PR ou Francisco Beltrão-PR, cerca de 45 quilômetros de distância, para receber o atendimento especializado.
Mais tarde a entidade começou a funcionar no porão de uma casa emprestada na cidade vizinha em Palma Sola. Atualmente os atendimentos estavam divididos entre a garagem da Câmara e um segundo imóvel duas quadras de distância, pertencente ao município de Palma Sola. Essa divisão causava transtorno para os funcionários e os alunos, especialmente para aqueles que usavam cadeira de rodas, já que precisavam se deslocar pela rua para receber os atendimentos ou fazer suas refeições. Além disso, os alunos enfrentavam desafios com a falta de acessibilidade, como banheiros adaptados, o que dificultava o atendimento.
“Era um sofrimento tanto para os alunos quanto para os profissionais. A nova sede irá transformar a realidade dessas crianças”, conclui o presidente Silval Tives Pimentel.