O Grupo Sttylu'S Dance está passando por nova fase

Em 2025 o grupo Sttylu'S Dance, de Campo Erê, voltou a ser particular, com o objetivo de participar de diversas competições, inclusive o Festival Internacional de Hip Hop (FIH2)

Ruthe Kezia - Campo Erê
04/04/2025 10h00 - Atualizado há 2 dias
O Grupo SttyluS Dance está passando por nova fase
Espetáculo Michael Jackson promovido pela Secretaria de Educação de Campo Erê no ano passado, quando o grupo Sttylu'S Dance fazia parte do Programa Educação é Mais. (Foto: Ruthe Kezia)

Através da dança as pessoas podem expressar seus sentimentos, contar histórias e se conectar com o público. Em Campo Erê, há um grupo de dança, o Sttylu'S Dance, que além de levar o nome do município para outros lugares, tem atraído cada vez mais as crianças e adolescentes.

O grupo foi fundado pela professora e coreógrafa Laudiane Gonçalves, conhecida como Laudi, em 2008, inicialmente o grupo era voltado para dança livre, porém com o passar do tempo o grupo passou aderir o estilo de danças urbanas com ênfase no hip hop fusion. Laudi conta que a partir disso, foi em busca de formação, cursos e capacitações, com o objetivo de aprimorar cada passo de seus alunos, para as competições.

Para as crianças e adolescentes, a dança vai muito além de coordenar os passos com o ritmo da música, mas é uma forma de canalizar suas emoções, ajudando com o bem-estar mental: “Seja em grupo ou em aulas individuais, a dança cria um espaço onde eles podem se sentir pertencentes e valorizados”, declara a professora Laudi.

Questionada sobre alguns mitos e barreiras que o grupo enfrenta, ela comenta que apesar da dança estar presente na comunidade há anos, as pessoas não veem como uma atividade física, mas assim como outros esportes, a dança exige força, resistência, coordenação e disciplina.

Dentre outros mitos, o grupo escuta frases como: a dança é só para as meninas, a dança não é uma profissão séria ou para dançar é preciso ter um corpo específico. De acordo com a professora, esses mitos afastam muitas pessoas da dança, porém em Campo Erê essas barreiras estão sendo vencidas, mesmo sendo um número reduzido, o grupo é composto por meninos que também participam. Laudi relata que trabalha para tornar o cenário mais inclusivo e acessível para todos.

Porém o principal desafio que o grupo Sttylu'S Dance enfrenta são recursos financeiros para participar das competições, garantir patrocínios ou arrecadar fundos tem sido um obstáculo: “As competições exigem custos com figurinos, transporte, inscrição e até mesmo investimentos em workshops para aperfeiçoamento técnico”, relata Laudi.

 

De um grupo público para um grupo particular

Uma das principais novidades do grupo Sttylu'S Dance, é que a partir deste ano, o grupo volta a ser particular. De 2021 até o ano passado, o grupo fazia parte das escolinhas de tempo integral da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo, Programa Educação é Mais.

A professora comenta que na época assumiu o compromisso de ministrar as aulas de dança do Programa e decidiu juntar os alunos, onde mais de 150 alunos estiveram envolvidos com a dança, participando de competições promovidas pela Secretaria e Administração Municipal de Campo Erê. Além de outras competições estaduais e nacionais.

No final do ano passado, Laudi deu à luz a sua primeira filha e com o objetivo de se dedicar mais a sua filha, abriu mão das escolinhas do tempo integral e tornou novamente o grupo Sttylu´S Dance particular.

 

Novidades em 2025

O grupo planeja participar de diversas competições no decorrer deste ano. Para isso, os alunos têm se dedicado em treinos intensos e aperfeiçoamentos técnicos: “É necessário aprimorar constantemente a técnica, postura, expressão corporal e resistência física dos dançarinos. Isso exige dedicação e muitas horas de ensaio”, destaca a professora e coreógrafa.

Outro desafio proposto pela professora é manter os alunos focados e comprometidos com o grupo, comparecendo aos treinos, mesmo que grande parte dos integrantes dividam o seu tempo entre a escola, família e outros compromissos.

Laudi comenta que além de exigir bom desempenho no palco, trabalha a pressão e o controle emocional dos alunos, pois somente assim o bom desempenho e performance será vista no palco. Além disso, uma competição de alto nível exige coreografias criativas, inovadoras e com alto nível técnico: “É fundamental trazer coreografias impactantes e inovadoras para se destacar diante dos jurados. Isso exige muito trabalho da equipe coreográfica. Sabemos que a concorrência será forte e que outros grupos também estarão bem preparados e determinados a ganhar. Estudar a concorrência e encontrar um diferencial para se destacar faz parte do desafio”.

Entre as competições, o principal objetivo é participar do Festival Internacional de Hip Hop (FIH2), que irá acontecer entre os dias 4 e 6 de julho em Curitiba-PR. Além da competição, o Festival inclui performances, workshops e ativações culturais.

Segundo a professora Laudi, a equipe já está se preparando e ensaiando semanalmente: “Aqueles que estiverem interessados em participar do grupo, pode entrar em contato através do número (49) 99971-0389, serão todos bem vindos”, conclui a professora Laudiane Gonçalves.

 

 

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