Empresas de Palma Sola investe na formação de jovens

Capacitação do SENAI reúne 19 jovens aprendizes vinculados à Palmasola Compensados e Agronegócio S.A. e à Granja Modelo e alia conhecimentos técnicos a atividades práticas

Por Ana Antonelli

Empresas de Palma Sola investe na formação de jovens
Jovens do curso de Técnico em Qualidade Industrial visitaram ao Museu da Colonização, para observaram equipamentos antigos e analisaram a evolução dos processos de trabalho, fortalecendo assim o aprendizado em sala de aula. (Foto: Divulgação)

A formação profissional de jovens para o mercado de trabalho vem sendo desenvolvida em Palma Sola por meio do Programa de Aprendizagem Industrial do SENAI. Atualmente, 19 jovens participam da turma de Técnico em Qualidade Industrial, sendo 17 vinculados à Palma Sola S.A. e dois à Granja Modelo.

A capacitação é voltada aos jovens aprendizes contratados pelas empresas. Como elas não possuem um espaço adequado para desenvolver todas as atividades de formação dos jovens, as empresas mantêm uma parceria com o SENAI, que oferece a capacitação profissional. Nesse modelo, as empresas contratam os aprendizes e custeiam a formação para que eles desenvolvam conhecimentos técnicos e profissionais.

De acordo com o supervisor de educação, Mauro Fachin, a capacitação possui carga horária de 860 horas e é realizada a partir de uma parceria entre o SENAI e as empresas. Enquanto o SENAI conduz a formação teórica e prática nos ambientes de aprendizagem, as empresas participam da contratação, do acompanhamento dos jovens e do alinhamento da formação às necessidades profissionais da indústria.

Em Palma Sola, o desenvolvimento da turma conta com três instrutores fixos: Dalvana, de Palma Sola; Josi, de São Miguel do Oeste; e Lilian, de São Lourenço do Oeste. Os profissionais atuam no acompanhamento e na formação dos jovens ao longo da capacitação.

Durante o curso, os participantes desenvolvem conhecimentos relacionados à gestão e inspeção da qualidade, processos produtivos, logística, controle de materiais, metrologia, análise de dados, ferramentas da qualidade, tecnologia e Indústria 4.0, além de saúde, segurança e sustentabilidade.

A formação busca desenvolver ainda habilidades como análise e solução de problemas, controle de processos e produtos, elaboração de registros e relatórios, trabalho em equipe, comunicação, organização, iniciativa, pensamento crítico e postura profissional.

 

Aprendizado fora da sala de aula

Uma das atividades realizadas pelos jovens foi uma visita ao Museu da Colonização. A proposta foi utilizar o espaço como ambiente de aprendizagem para observar a evolução dos equipamentos e das formas de trabalho ao longo do tempo.

Durante a visita, os alunos analisaram máquinas e equipamentos antigos, observando seu funcionamento, as etapas de utilização e possíveis desperdícios de tempo, energia e recursos. Em seguida, compararam esses equipamentos com versões mais modernas.

A atividade foi relacionada a conceitos estudados durante a formação, como Lean, Kaizen, identificação de desperdícios, melhoria contínua e Poka-Yoke, ferramenta utilizada para prevenir erros. Os jovens foram orientados a identificar como as tecnologias atuais incorporaram melhorias capazes de reduzir esforços, aumentar a segurança e tornar os processos mais eficientes.

Para Mauro, um dos pontos que chamou a atenção durante a atividade foi a participação dos estudantes nas observações sobre a evolução do trabalho e as mudanças provocadas pela inovação na indústria.

 

Preparação para o mercado

As atividades práticas permitem que os jovens aproximem os conteúdos estudados de situações semelhantes às encontradas no ambiente profissional. Segundo o supervisor, esse contato contribui para o desenvolvimento da autonomia, capacidade de resolver problemas, trabalho em equipe e postura profissional.

O perfil buscado pela formação é de um profissional ético, responsável e proativo, preparado para atuar nos processos de qualidade industrial, apoiar inspeções, identificar não conformidades, analisar processos e utilizar ferramentas da qualidade.

A proposta é que, ao longo da formação, os jovens estejam preparados para acompanhar as transformações do setor industrial, utilizando tecnologias, analisando problemas e contribuindo para processos mais seguros, eficientes e sustentáveis.

Para as empresas, a aproximação com o SENAI permite formar novos profissionais de acordo com as demandas da indústria. Para os jovens, a experiência amplia o contato com o mundo do trabalho e cria oportunidades para o desenvolvimento de competências técnicas e profissionais.

 

 

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