A Escola Municipal CEBEM São Cristóvão, de São José do Cedro, desenvolveu em abril o projeto das latinhas, iniciativa que une educação ambiental e arrecadação de recursos para os passeios realizados pelos alunos no final do ano.
A proposta surgiu a partir da direção da escola e foi discutida com as professoras. O objetivo inicial era incentivar o destino correto dos materiais recicláveis. A ideia ganhou uma finalidade financeira ao destinar os valores arrecadados para uma “caixinha” de cada turma, utilizada nos passeios de conhecimento e lazer.
Uma vez por mês, as famílias e os estudantes levam as latinhas recolhidas para a escola, o material é separado por turma. A responsável pela coleta comparece no mesmo dia, realiza a pesagem e efetua o pagamento correspondente a quantidade que cada turma levou.
Segundo a diretora Maria Terezinha Lazzari, a iniciativa foi recebida com entusiasmo pelos estudantes e pelas famílias. A mobilização chegou às festas e eventos frequentados pelos alunos, que passaram a recolher latinhas para levar à escola.
Os funcionários da escola entraram na dinâmica. Em vez de separar os materiais individualmente, foi criado um monte destinado à equipe. A arrecadação será dividida entre os servidores ao final do projeto.
Para acompanhar os resultados, a escola mantém um mural com o peso das latinhas recolhidas por cada turma e os valores já arrecadados. A cada mês, os estudantes aguardam a pesagem para saber quanto conseguiram juntar.
A diretora destaca que o projeto ganhou força justamente pela participação das famílias. Os pais passaram a separar e guardar as latinhas em casa para contribuir com as turmas. A iniciativa segue até o final deste ano e, diante dos resultados obtidos, a escola pretende dar continuidade ao projeto em 2027.
No ano passado, entre os destinos esteve Francisco Beltrão – PR, onde os alunos participaram de atividades no Museu, Morro do Calvário e outros espaços. A escola pretende manter a cidade no roteiro deste ano.
Os passeios são realizados durante todo o dia, com saída pela manhã e retorno no final da tarde. As famílias recebem informações sobre o deslocamento por meio de grupos de comunicação, com registros dos momentos de embarque, chegada aos destinos, atividades e almoço.
Além da arrecadação das latinhas, a escola conta com recursos obtidos em eventos e ações promovidas durante o ano, como a venda de pão com bife e a Festa Caipira. No ano passado, houve uma contribuição de R$ 30 por família, enquanto o restante dos custos foi complementado pela própria escola.
O transporte dos estudantes conta com parceria da Secretaria Municipal de Educação e do município, enquanto a escola organiza os roteiros e atividades.
Para a diretora, o projeto demonstra como uma ação simples pode envolver toda a comunidade escolar e transformar materiais recicláveis em experiências para os estudantes: “Eles sabem e ficam bem empolgados”, afirma a diretora, ao destacar a participação dos alunos na arrecadação e a expectativa pelos passeios.
Segundo Maria, os alunos que assinam a ATA duas vezes ou mais, não podem participar desses passeios, de acordo com uma regra interna da escola.