18/05/2021 às 15h46min - Atualizada em 18/05/2021 às 15h46min

20% daqueles que são atendidos pela Secretaria de Assistência Social de Cedro estão envolvidos em situações de abuso

Cedro realiza campanha do dia 18 de maio. Secretaria de Assistência Social e as escolas desenvolveram ações para diminuir a incidência se casos de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes

Da redação
Divulgação: A imagem ilustra a campanha realizada no Cedro, infelizmente são frequentes no município os casos de abuso infanto-juvenil
O dia 18 de maio é uma data dedicada ao dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi criada em virtude de um crime ocorrido no dia 18 de maio de 1973, quando a menina Araceli Crespo, de 8 anos foi sequestrada, drogada, espancada, violentada e morta na cidade de São Paulo. Há muito tempo, no do dia 18 de maio, são realizadas campanhas de conscientização e de enfretamento da violência contra crianças e adolescentes. O município de São José do Cedro juntamente com o CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente), Conselho Tutelar, secretaria de assistência social e o CRAS, lançaram a sua campanha do dia 18 de maio.
No município de Cedro, 20% das famílias que recebem atenção da equipe municipal de assistência social são por conta do abuso sexual de crianças e adolescentes. Com a pandemia os casos aumentaram e ficaram omissos. Por isso a importância da campanha, fazer com que as pessoas procurem os órgãos competentes e denunciem os casos de violência ou abuso.
O CMDCA confeccionou faixas, produziu vídeos nas redes sociais falando do assunto, fez cartazes, e irá realizar um pedágio para distribuir folders com os dados estatísticos do município sobre a violência e abuso infanto-juvenil.
 
Escolas
Foram confeccionadas duas cartilhas que serão trabalhadas nas escolas. Com as crianças de 1 a 6 anos será trabalhada a questão do toque baseado na história do livro Pipo e Fifi. “Onde é certo tocar, onde eu gosto de ser tocado, inclusive foi confeccionado um semáforo do corpo, nele a criança coloca a cor verde nos lugares onde pode ser tocada e vermelho onde não pode” explica a coordenadora do CRAS, Carla P. Silvestri. Com as crianças de 6 a 14 anos a cartilha foi mais informativa, falando sobre a violência na internet, “muitas pessoas usam a internet para manipular e conseguir das crianças e adolescentes material pornográfico, então optamos por alertar sobre os perigos nas redes sociais”, acrescenta Carla. Cada professor utilizará sua própria metodologia para trabalhar dentro das salas de aula.
A escola é o ambiente onde costuma se reconhecer se a criança sofre algum tipo de violência. “Quando uma criança é violentada seu comportamento e desempenho mudam, ela muitas vezes fala mas não é ouvida, por isso, nós incluímos na cartilha orientações para que os professores identifiquem esses sinais e encaminhem uma denúncia para os órgãos competentes” conclui a coordenadora Carla.


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