18/09/2021 às 11h09min - Atualizada em 18/09/2021 às 11h09min

O que faz um quiropraxista?

Larissa Fernanda dos Santos é quiropraxista, hoje atende em Flor da Serra e em Francisco Beltrão

Da redação
Divulgação
Larissa Fernanda dos Santos tem 25 anos, é natural de Flor da Serra do Sul. Em julho de 2018 se formou em quiropraxia pela Universidade Feevale Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Antes de montar seu próprio negócio ela trabalhou em uma clínica em Porto Alegre. “Fiz meu estágio nesta clínica, depois pedi transferência para a filial de Goiânia, fiquei lá por um ano. Nesse tempo visitei minha família uma vez, então pedi transferência para Curitiba e fiquei lá por mais um ano” conta Larissa.
Em maio de 2020 Larissa retornou a Flor da Serra do Sul e montou seu próprio negócio. “Montei minha clínica em Francisco Beltrão e também atendo na clínica da Anemaria Ferazzo, aqui na Flor. No início a procura era menor, mas à medida que foram conhecendo meu trabalho e a quiropraxia em si, a demanda aumentou. A procura é bem alta pois muitas pessoas têm dor” diz Larissa.
 
Quiropraxia
A quiropraxia é uma profissão na área da saúde que trata principalmente problemas de coluna e articulações, corrigindo desvios e lesões. A profissão ainda foca na prevenção desses problemas. “A maioria das pessoas procura o quiropraxista quando outros tratamentos não dão certo, quando já foram ao médico e ortopedista, até porque a profissão é nova, diferente e muita gente não conhece. Então quem vem até aqui está com a dor e o problema há muito tempo” explica a quiropraxista.
Os procedimentos da quiropraxia são feitos de forma manual. Larissa conta que muitas pessoas confundem a quiropraxia com a fisioterapia ou massagem, mas os procedimentos são diferentes. “A massagem mexe nos tecidos moles, como músculos, a quiropraxia mexe na articulação dos ossos. Não é um procedimento que dói, mas é comum ouvir estalos, semelhantes a um estalar de dedos, é sinal de que está dando certo, que estamos mexendo na raiz do problema” explica Larissa.
O tratamento visa deixar o paciente sem dor e evitar uma piora do problema.
 
Dores na coluna
Dor na coluna era considerado um problema de pessoas idosas, mas segundo Larissa, seu público alvo são pessoas de 20 a 40 anos. “Em um grupo de 20 pessoas, provavelmente 15 vão relatar dores na coluna, é um problema muito comum” diz Larissa.
Ela explicou que as principais causas de dor e problemas na coluna são o sedentarismo, falta de atividades físicas, má alimentação e pouca ingestão de água.
 
Tratamento
O primeiro passo para o tratamento é passar por uma avaliação, que é basicamente uma conversa. “Faço muitas perguntas para entender o histórico do paciente, desde quando sente dores, quais os tratamentos que foram feitos para tratar a dor até agora e se necessário peço exames de imagem”. A partir desse histórico Larissa encontra o diagnóstico e inicia o tratamento.
Os problemas mais comuns que Larissa trata são: hérnia de disco; bico de papagaio, que é uma lesão na coluna; nervo ciático, dores de cabeça, escoliose, que é um desvio na coluna; artrose; artrite e desgastes nas cartilagens. “Esses problemas chegam diariamente pra mim aqui no consultório. No caso da escoliose, por exemplo, é uma situação onde eu preciso de um raio-x, dependendo do grau da escoliose, do tamanho do desvio, é possível corrigir com um tratamento contínuo, até porque não é de uma hora para outra que a coluna fica reta. Se a escoliose tiver mais de 25° não é possível corrigir, podemos diminuir e evitar que piore. O melhor é fazer o tratamento enquanto o paciente está em fase de desenvolvimento, até os 20 anos” explica a quiropraxista.
O tratamento não é imediato, então o problema não vai ser resolvido em uma sessão, é um processo e o resultado aparece no decorrer do tempo.
Muitos pacientes procuram Larissa quando tem uma fratura, mas a quiropraxia não trata esse tipo de lesão, até porque muitos casos são cirúrgicos. Ela explica que as pessoas devem prevenir dores, não deixar para procurar tratamento quando não aguentam mais. “Quanto antes as pessoas procurarem ajuda, melhor será. O resultado é mais rápido, o tratamento é mais eficaz, e o investimento financeiro é menor” finaliza Larissa.


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