06/01/2023 às 11h15min - Atualizada em 06/01/2023 às 11h15min

Perspectivas para construção civil em 2023

Após anos atípicos a expectativa é que o setor volte a crescer com foco no ramo da habitação

Palma Sola
Da redação
ASO
Os últimos três anos foram atípicos para o setor da construção civil, que, ano após ano, apresenta crescimento significativo. Pandemia, insegurança, guerra, falta de insumos e consequentemente o aumento dos preços, impactaram o mercado da construção civil. Agora, na reta final de 2022, as coisas voltam a normalizar e as perspectivas para 2023 são positivas.
“Em 10 anos de trabalho, me recordo de dois anos incomuns para a construção civil, que foram os anos de pandemia. Foi tenso para todos os setores na realidade. Neste ano já vemos as coisas começando a melhorar”, acrescenta o engenheiro e proprietário da EKX Engenharia, Eduardo Kuhn.
A médio e longo prazo, a tendência é que a construção civil cresça principalmente pela falta de infraestrutura no país: “O Brasil é muito grande e carece de infraestrutura. Faltam moradias, comércios, entre muitas outras coisas. É diferente do que vemos em Portugal, que é um país pequeno e tudo já está feito, então não há muito mais para desenvolver. Já no nosso país há muito espaço para desenvolvimento e crescimento”, enfatiza o engenheiro.
Outro fator interessante é que, após eventos como a pandemia, que trouxe muitos impactos econômicos, o país se acolhe na construção civil para entrar nos eixos. “Muitas pessoas ficaram ou ainda estão desempregadas, então os governos incentivam a construção civil, já que ela demanda de muita mão de obra”, afirma Eduardo.
Estamos vindo de anos com obras paradas ou andando a passos lentos, por conta do aumento dos preços, em alguns produtos básicos da construção civil, como o ferro existiram aumentos de mais de 60% de um mês para o outro. As pessoas tinham medo de investir, de construir e no setor público, as obras dependiam de reajuste de preço para serem concluídas.
“No momento eu diria que demos uma estabilizada nos preços dos produtos, especificamente na construção civil. O principal problema que tivemos foi o aumento do aço, que acarretou no aumento de outras indústrias, que estavam querendo parear preços. Muitas empresas oportunistas, agora estão tendo que baixar um pouco seus preços para voltarem a competir no mercado. Essa estabilidade é boa. Claro que o preço sempre vai subindo de um ano pro outro, mas aos poucos”, ressalta o engenheiro.
Questionado sobre o ramo da construção civil que mais vai crescer em 2023, Eduardo acredita que será a construção de moradias. “Nos últimos o setor de habitação ficou em segundo plano. Pessoas não construíram mais casas através de programas como o Minha Casa Verde e Amarela”, ressalta Eduardo.
Ele finaliza dizendo que está otimista. “Sempre fui otimista. Na normalidade, a construção civil é um ramo que cresce e agora tende a crescer muito mais nos próximos anos”.     


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