09/10/2020 às 08h10min - Atualizada em 09/10/2020 às 08h10min

Casa de Shows está à venda

Com dívidas acumulando e sem previsão de reabertura, West está sobrevivendo de economias

Da redação
Sem data para reabertura, as casas noturnas estão sobrevivendo apenas de economias. Já são quase oito meses de portas fechadas, desde que o Coronavírus se espalhou, em março deste ano. A situação é preocupante, já que as contas não param de acumular e não existe entrada de dinheiro, nem mesmo apoio do poder público para que esses locais não sejam obrigados a encerrar as atividades.
Em Anchieta, desde que o isolamento social começou, a West Music Pub, uma conceituada casa de shows, com bar e temática rústica, encerrou suas atividades. O medo do empresário Fábio do Amaral, popular Binho, era ter que vender o estabelecimento; como não conseguiu nenhum socorro financeiro para manter o local, infelizmente, recorreu a essa alternativa.
 
Festas e venda do espaço
“Nossa última festa foi realizada no dia 28 de fevereiro, depois fechamos as portas. No dia 20 de março, tínhamos preparado uma festa especial para o aniversário do município, mas tivemos que cancelar, pois foi quando começou o isolamento. Já havíamos organizado a banda, a bebida e outros procedimentos; e tivemos que arcar com todo o custo, mesmo sem evento”, comenta esclarecendo que, neste momento, precisam arcar com o aluguel, contabilidade, contas do banco, entre outros gastos.
“Estamos sobrevivendo apenas das nossas economias próprias. Por não receber nenhum auxílio, ficamos preocupados quanto ao que nos espera, pois as contas não foram amortizadas de nenhuma maneira e para um estabelecimento como o nosso funcionar, existem custos a serem pagos. Hoje, recorremos a venda do espaço, pois não é nada fácil dar a volta por cima, ainda mais sem poder realizar eventos”, diz Binho.
 
Há dez anos como meio de diversão
A Casa de Shows existe há quase dez anos e está localizada na Rua Mato Grosso.  Fábio relata que tem consciência da pandemia e, justamente por isso, mantém as portas fechadas. “Sou completamente a favor da quarentena. Mas, não é justo nosso negócio ser esquecido pelas autoridades, porque estamos sendo cobrados por todas as contas, como se tivéssemos abertos”, lamenta.
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