28/04/2021 às 15h27min - Atualizada em 28/04/2021 às 15h27min

Vacinas

Coluna de opinião do jornal impresso

E enfim chegou o dia tão esperado por mim: o dia da vacina contra o Covid-19. O sentimento foi uma mistura de alegria e tristeza.
A alegria por receber uma vacina, que no momento atual é muito desejada por todos, por nos ajudar nas defesas de nosso organismo contra esse vírus, que para o grande número de vítimas – 391 mil até a última segunda-feira – foi letal. Para outros que sobreviveram aos dias de hospitais, intubação, oxigênio, isolamento, dor e muito medo, sobraram sequelas da doença. Então, receber a vacina é como receber um presente muito valioso. Neste consta os estudos e pesquisas de muitos. O trabalho, os cuidados e o empenho de outros tantos para que essa vacina pudesse chegar até nós. Quantas pessoas não tiveram a mesma sorte de ter acesso à vacina e partiram deixando para trás família, sonhos, trabalho, projetos... As vidas ceifadas, roubadas pelo poder devastador desse maldito vírus.
É também um momento triste e preocupante quando nos damos conta de que outros familiares, filhos, netos, sobrinhos, irmãos e amigos ainda estão longe, nessa fila sem fim. A fila da vacina. Todos estão expostos ao perigo do contágio dessa doença. E o perigo ronda, assusta e mata mesmo!
Em meio a isso tudo, o que tem causado espanto e indignação, é o fato de muitas pessoas não estarem retornando para a 2ª dose da vacina. Enquanto os jovens e adultos saem diariamente para cumprir seu trabalho protegidos apenas pela máscara, álcool gel e distanciamento social, que nem sempre é cumprido, com o sonho de receber a vacina. E esses muitos outros não retornaram para essa 2ª dose.
Quando vemos no dia a dia, os gráficos referentes à vacinação, numa lentidão absurda se comparada com outros países. Para um país que é o Brasil, que já foi referência mundial de vacinação é muito preocupante. Enquanto que outros avançam largamente protegendo os seus, nós andamos vagarosamente, nos acostumando com milhares de mortes. Sabe-se que o mundo todo quer as vacinas. Que muitos países compraram o necessário e o excedente, deixando faltar para outros menos favorecidos pelas condições econômicas.
Nesse momento, além de esperar pelas vacinas, o que podemos e devemos fazer são os protocolos de prevenção conhecidos por todos. Os relatos de pessoas que tiveram Covid-19 no estado mais grave deveria ser o suficiente para motivar ao uso correto e contínuo da máscara, do lavar as mãos frequentemente, de usar o álcool gel e do distanciamento social, enquanto se espera pela vacina, pois, afinal coronavírus não é e nunca foi uma gripezinha. Pode ser letal. Basta ver o número de vítimas no Brasil, que em quatro meses neste ano de 2021 já superou o número total de mortes por Covid em 2020.
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