01/04/2020 às 15h33min - Atualizada em 01/04/2020 às 15h33min

Desabafo

Coluna de opinião do jornal impresso

Quero ver meu pai abraçando meu filho de novo. Nos últimos dias apenas duas vezes meus pais e meus sogros viram meus filhos. Sei que todos eles se doem com isto. Quero que esta pandemia passe o mais rápido possível, não quero mais ver minha mãe chorar por não poder abraçar a neta e nem ver minha filha chorar dentro do carro porque não parei na casa da avó.
 
Salvar vidas, mas sem esquecer a economia
Concordo que a prioridade fundamental é salvar vidas, mas não se pode esquecer da economia.
Não quero parecer populista no meu discurso, mas sei que é fácil mandar a população ficar em casa quando você tem certeza do salário no final do mês, quando você está com a despensa cheia de comida e não tem filho pequeno pedindo pão.
É preciso que governo, seja ele municipal, estadual ou federal apresentem soluções reais para a crise que já chegou. Não tem jeito, é nas mãos dos chefes dos Poderes Executivos que estão as chaves do cofre.
Não adianta o governo ficar postergando dívida ou criando linhas de crédito a juros baixos. Isto não vai resolver. O Brasil precisa trabalhar e enfrentar o novo coronavírus.
O medo, já estraçalhou a economia. E é na crise que o Estado mais tem que se fazer presente.
 
Parabéns
O ministro Luiz Henrique Mandetta está fazendo um trabalho belíssimo no combate ao coronavírus, sem posicionamento ideológico, não é de esquerda, nem de direita. Aplausos a ele.
 
Desafio
Proponho um desafio, em tempo de coronavírus: elogie o trabalho de uma pessoa sem atacar a outra.
 
Exemplo
A Alemanha já demonstrou que, além do isolamento social, é preciso aumentar a quantidade de testes para detectar a Covid-19 e contar com hospitais equipados. Os alemães têm, até agora, a menor taxa de letalidade da doença respiratória. É um exemplo a seguir.
 
Do Facebook
Da enxurrada de coisas que li nas redes sociais nos últimos dias a que mais me marcou:
Em momentos de tensão aprendemos a ser menos oportunistas e mais atentos às oportunidades de aprimorar quem somos. Em tempo de isolamento, que saibamos ser menos solitários e mais solidários.
Aqui quero dar os parabéns as dezenas de pessoas e empresas que estão se solidarizando com o próximo, seja para fazer móveis para hospitais, ou para arrecadar comida e dar para quem mais precisa.
 
Igor Vissotto 
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