07/05/2020 às 08h27min - Atualizada em 07/05/2020 às 08h27min

Giordani

Coluna de opinião do jornal impresso

Faleceu no último domingo o sulflorense e petista fervoroso Claudio Giordani. Quem me conhece sabe que não sou dado as ideologias do PT, facilmente acabo divergindo e as conversas com os petistas ficam bem acaloradas. Com o Claudio não era assim. A gente divergia, mas se respeitava, até brincava um com o outro.
O Claudio faleceu vítima de complicações com o câncer. Há 5 anos meu pai foi diagnosticado com esta porqueira e eu acabei conhecendo um lado do Claudio, da sua esposa e da família que nem imaginava. Pessoas simples, humildes, mas muito, muito generosas em ajudar no que estivessem ao seu alcance.
Nunca perdi uma oportunidade de tirar um sarro do Claudio, sempre que o via brincava: ‘Não é o câncer que vai te levar, são os desgostos com o PT...’. Ele me olhava, franzia a testa, e vinha com um baita discurso defendendo as conquistas do Partido dos Trabalhadores.
Ideologicamente eu não concordava e não concordo com praticamente nada associado ao PT, mas eu admirava a determinação do Claudio. O Claudio sempre foi um cara fiel aos seus ideais, e princípios e isto eu valorizo.
Na segunda-feira fui até a casa mortuária em Flor da Serra do Sul, mais uma vez as máscaras e o isolamento social me incomodaram. Complicado se despedir e desejar condolências sem um aperto de mão, sem um abraço.
Fiquei ali, em pé ao lado do caixão, vendo a viúva se debulhar e lembrando dos bons e maus momentos vividos ao lado do Claudio. Fiz minhas orações, me despedi. Até logo Claudio.
 
 
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