14/10/2020 às 08h41min - Atualizada em 14/10/2020 às 08h41min

Educação conclui avaliação semestral

Levantamento diz que 51% alcançaram aprendizagem satisfatória e 22,4% tiveram avanços, apesar das dificuldades

Larissa Dias
Da redação
A Secretaria de Estado da Educação (SED) finalizou o processo de avaliação escolar da rede estadual relativo ao primeiro semestre deste ano. Os números mostram que, dentre os 524 mil alunos matriculados, 51% alcançaram aprendizagem satisfatória e 22,4% tiveram avanços, apesar das dificuldades no atual contexto com a realização das atividades não presenciais. Os dados presentes no Relatório de Aprendizagem produzido pela Diretoria de Ensino da SED foram fornecidos pelos professores da rede e coletados após a realização dos conselhos de classe de todas as 1.065 escolas estaduais.
Ao longo do regime especial, a SED tem orientado os gestores e educadores da rede sobre os critérios de avaliação, que devem considerar os objetivos de aprendizagem alcançados e buscar evitar um aumento de reprovação e abandono escolar em meio ao contexto da pandemia. Além da avaliação efetuada pelo professor, as escolas preencheram um roteiro avaliativo para todas as turmas, detalhando qualitativa e quantitativamente o aproveitamento dos alunos.
 
Alunos que tiveram dificuldades
O roteiro avaliativo integrou um painel que mostrou que 26,4% dos alunos da rede tiveram dificuldades de realizar as atividades ou não conseguiram realizá-las. Esses dois públicos serão o alvo principal da retomada das atividades de apoio pedagógico presencial. O retorno escalonado (por série e por semana) ocorrerá a partir da autorização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que acompanha a matriz de risco do coronavírus.
Dessa forma, neste ano, não haverá aulas normais como ocorriam antes da pandemia. Isso significa que, até o final deste ano letivo, as atividades remotas continuam até o fechamento do calendário. O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, ressalta que a forma como a SED planejou e organizou a retomada de atividades presenciais materializa a preocupação com a qualidade da aprendizagem. “Ao priorizarmos os alunos que estão tendo dificuldade de assimilar o conteúdo, além de buscarmos recebê-los com segurança, em número reduzido, poderemos apoiá-los na continuidade dos estudos”, concluiu.
 
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