20/05/2020 às 11h40min - Atualizada em 20/05/2020 às 11h40min

O FÓSFORO E A VELA

Coluna de opinião do jornal impresso

Certo dia, o fósforo disse a vela: “Eu tenho a tarefa de te acender”
Assustada, a vela respondeu: “Não, isso não. Se eu for acesa, meus dias estarão contados, ninguém mais vai admirar minha beleza.”
O fósforo perguntou: “Tu preferes passar a vida inteira inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?”
A vela sussurrou insegura e apavorada: “Mas queimar dói e consome minhas forças.”
“É verdade”, disse o fósforo, “mas este é o segredo de nossa vocação. Nós somos chamados a ser luz! O que posso fazer é pouco, se não te acender perco o sentido da vida. Eu existo para acender o fogo, tu como vela existe para iluminar os outros. Tudo o que ofereceres por meio da dor, do sofrimento, e do teu empenho será transformado em luz. Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros, pois, eles passarão o teu fogo adiante.”
Em seguida a vela afiou o seu pavio e disse cheia de expectativa: “Eu te peço, acenda-me!”
Eu e você somos velas, Jesus é a luz que brilha em nós, quando deixamo-nos consumir em prol de algo que dignifique e de sentido à vida. Assim como a vela, muitas vezes fraquejamos: Nossos medos, falta de fé, de testemunho e de omissão levam muitos de nossos irmãos a não experimentar essa Luz que só Jesus pode acender. Luz que vem do amor fraterno e da justiça entre todos. Se o fósforo não acender a vela não teremos a beleza do fogo e da luz. Acender a luz nos corações de todos com quem convivemos no dia a dia no trabalho, escola ou vida familiar é missão de todos. Madre Tereza de Calcutá nos deixou pensamento belíssimos:
 “Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença, sem se sentir melhor e mais feliz”.  - “O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá”.
Sejamos como o fósforo que acende e como a vela que abriu mão de sua vaidade pessoal para oferecer a luz em favor de muitos.

Reinaldo Guimarães 
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »