03/10/2015 às 09h27min - Atualizada em 03/10/2015 às 09h27min

Tornado atingiu Guarujá do Sul em 1976

Os fortes ventos causaram a destruição de muitas residências, e também uma vítima, Ursula Grimm Morgenstern

Analiza Vissotto
Guarujá do Sul
Arquivo Biblioteca Municipal

O domingo do Dia dos Pais, de 1976 ficou marcado na memória dos mais antigos guarujaenses. Conforme Nestor Emanuel Grimm, neste dia um tornado passou pelo município causando muitos estragos. “Era como uma linha de destruição, porque onde passada derrubava árvores, e até casas e galpões”, recorda Nestor.

O tornado que aconteceu dia 8 de agosto daquele ano causou também uma vítima, Ursula Grimm Morgenstern, que não resistiu aos ferimentos devido ao desabamento de sua residência. Seu primeiro filho, Cleber Morgenstern, havia nascido há oito dias, e sobreviveu porque mesmo no desespero da forte tempestade, Ursula, o enrolou com panos. “Ele voou longe, foi parar no potreiro, mas sobreviveu porque estava bem protegido pelos panos”, explica Nestor, que é tio de Ursula.

Nestor era também o prefeito de Guarujá do Sul, na época do acontecido, e lembra que os locais mais atingidos foram a Vila Sulina, Maidana e Pessegueiro. “Na cidade não aconteceu nada, mas no interior a coisa foi feia. O tornado veio de São Pedro, na Argentina e também causou fortes estragos lá”, afirma.

Os feridos foram atendidos pela Sociedade Beneficente Hospital Guarujá. “Tinha muita gente quebrada, e logo depois do acontecido fui a Florianópolis. Através da Defesa Civil conseguimos donativos. Lembro que recebi também 120 mil cruzeiros do Governo do Estado, e com isso comprei zinco para as casas danificadas”, conta Nestor.

O ex-prefeito de Guarujá do Sul, lembra ainda que no dia do tornado estava durante a tarde com sua esposa, próximo de suas terras na Vila Maidana. “Não percebemos nada de tempestade, apenas um forte vento. Foi quando resolvemos voltar para casa, na cidade, e no caminho vimos o mato todo derrubado, tivemos que mudar de estrada, porque não dava para passar”, explica.

Nestor estima que em torno de 40 famílias ficaram desabrigadas na época. “Todas ficaram alojadas no Pavilhão da Igreja enquanto as casa eram arrumadas”, lembra um dos colonizadores de Guarujá do Sul. 


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